Um Sínodo manipulado: a acusação de 13 prelados

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09 Outubro 2015

O dia de abertura do Sínodo sobre a família, na segunda-feira passada, se caracterizou pela pressão de lobbies internos e externos que fizeram prevalecer lógicas "conspirativas". Quem as definiu assim, no dia seguinte, de surpresa, diante de todos os Padres sinodais, foi o Papa Francisco.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa, 08-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O que realmente aconteceu nas primeiras 24 horas do Sínodo, apesar de Bergoglio ter convidado a um olhar de fé, evangélico, explicando que o debate entre os bispos não devia se assemelhar a um debate parlamentar?

Desde a primeira coletiva de imprensa com os jornalistas, foi dito que alguns Padres sinodais tinham posto em discussão o método de trabalho estabelecido para a assembleia. Na realidade, soube o La Stampa, tratou-se de uma acusação muito mais pesada.

Essencialmente, 13 Padres, cardeais e bispos, levaram a entender que o Sínodo estava sendo, de algum modo, "manipulado" pela Secretaria Geral (e, em última análise, pelo papa), de modo a lhe fazer tomar uma direção aberturista.

Foram duas, concretamente, as contestações: a hipótese de que os moderadores e os relatores dos círculos menores foram nomeados pela Secretaria, com escolhas capazes de direcionar o debate; e a falta de eleição dos membros da comissão encarregada de escrever o documento final, que, ao contrário, teria acontecido regularmente no Sínodo no ano passado.

Do lado de fora da assembleia, há semanas, outros eclesiásticos e ambientes jornalísticos estreitamente ligados entre si repetiam o refrão do Sínodo "manipulado" para "pôr em risco" a "doutrina tradicional" sobre o matrimônio. Os 13 Padres sinodais, incluindo o cardeal George Pell, o mais duro na Aula sobre isso, recorreram a Francisco.

A resposta chegou na manhã dessa terça-feira, 6 de outubro. Acima de tudo, tomou a palavra o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral, que confirmou que os moderadores e os relatores dos círculos menores seriam eleitos pelos Padres sinodais como no ano passado, e não indicados de cima.

Em segundo lugar, ele especificou que a redação do texto final é tradicionalmente confiada a um grupo restrito de três a quatro pessoas. O próprio Francisco, há um ano, quisera ampliá-lo, associando a ele também um Padre sinodal por continente e aumentando para 10 os seus componentes. E isso vai acontecer também agora.

Também em 2014, ninguém tinha votado nessa comissão: os defensores da teoria da conspiração, de fato, confundiram essa comissão com o comitê encarregado de redigir a mensagem para o mundo do Sínodo, um texto curto, que não tem nada a ver com o documento final muito mais encorpado.

Em suma, nada de complô. Depois das desmentidas de Baldisseri, o papa tomou a palavra. E falou justamente de "hermenêutica conspirativa", definindo-a como a "sociologicamente mais fraca" e "teologicamente mais divisiva". Como se dissesse: chega dessa mentalidade que vê tramas e complôs em toda a parte.

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