Papa Francisco: “O Sínodo não é um Parlamento”

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Por: André | 07 Outubro 2015

“O Sínodo não é um Parlamento onde, para atingir um consenso ou um acordo comum, há negociações, pactos ou compromissos. O único método do Sínodo é abrir-se ao Espírito Santo, com coragem apostólica, humildade evangélica e oração”.

A reportagem é de Elisabetta Piqué e publicada por La Nación, 05-10-2015. A tradução é de André Langer.

Com estas palavras o Papa deu início, na segunda-feira à primeira sessão de trabalho da assembleia de bispos sobre a família, que durará até o dia 25 de outubro próximo. A reunião começou em um clima rarefeito, marcado pela revoada provocada por um alto funcionário do Vaticano e teólogo que confessou ser gay e ter um noivo.

Como já fez no passado, por ocasião do outro sínodo, a primeira etapa de um processo que culminará em três semanas, o Papa recordou que sínodo é “caminhar juntos com espírito de colegialidade e de sinodalidade”. E pediu aos 258 padres sinodais presentes na primeira sessão para falar com zelo pastoral e doutrinal, sabedoria e franqueza “colocando sempre diante dos nossos olhos o bem da Igreja, das famílias e da lei suprema”.

Além de destacar que o Sínodo “não é um Parlamento”, mas um “espaço protegido no qual a Igreja experimenta a ação do Espírito Santo”, Francisco pediu para ter coragem apostólica, humildade evangélica e oração confiante. Ao explicar a coragem apostólica, chamou a atenção para “o endurecimento de alguns corações que, apesar das boas intenções, afastam as pessoas de Deus”.

E ao falar da humildade evangélica, recordou que esta “leva a não apontar o dedo contra os outros para julgá-los, mas a estender-lhes as mãos para levantá-los, sem nunca sentir-se superiores a eles”, em uma frase que pareceu apontar para os setores mais intransigentes, que se opõem, por exemplo, a qualquer abertura às pessoas feridas, como os divorciados recasados, um dos temas que mais dividem no Sínodo.

A abertura dos trabalhos da assembleia de bispos de todo o mundo, que aconteceu na aula do Sínodo do Vaticano, foi precedida pela invocação do Espírito Santo, cantada pelo coral da Capela Sistina, que foi também entoada pelos padres sinodais. Entre eles estão cinco argentinos: Pedro María Laxague, bispo auxiliar de Bahía Blanca, José María Arancedo, arcebispo de Santa Fé e presidente da Conferência Episcopal Argentina, o cardeal Mario Poli, arcebispo de Buenos Aires (eleitos pela Conferência Episcopal); o arcebispo Víctor Manuel Fernández, reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina, nomeado pelo Papa; o cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, presidente de um dicastério da cúria romana.

Para além das polêmicas pela “saída do armário” do alto prelado do Vaticano que confessou ser gay – já afastado das suas funções – e de um ambiente de tensão semelhante ao de um conclave, em seu breve discurso de abertura o Papa pediu a todos para alcançar um clima de oração. “A oração confiante é a ação do coração quando se abre a Deus, quando calamos todos os nossos baraulhos para ouvir a suave voz de Deus que fala no silêncio”, disse. “Sem escutar Deus todas as nossas palavras serão tão somente ‘palavras’ que não saciam e não servem”, acrescentou. “Sem nos deixar guiar pelo Espírito todas as nossas decisões serão tão somente ‘decorações’ que em vez de exaltar o Evangelho o recobrem e ocultam”, advertiu, como sempre, sem papas na língua.

Francisco – que para além da votação a que será submetido um relatório final, no sábado 24 de outubro, terá a última palavra – exortou, finalmente, ao mesmo Espírito Santo “para nos guiar, iluminar, colocar diante dos nossos olhos não as nossas opiniões pessoais, mas a fé em Deus, a fidelidade ao magistério, o bem da Igreja e a salvação das almas”.

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