COP21: Propostas internacionais para Paris levam a aquecimento de 3,5ºC, diz estudo

Revista ihu on-line

SUS por um fio. De sistema público e universal de saúde a simples negócio

Edição: 491

Leia mais

A volta do fascismo e a intolerância como fundamento político

Edição: 490

Leia mais

Maria de Magdala. Apóstola dos Apóstolos

Edição: 489

Leia mais

Mais Lidos

  • Arquivos da ditadura ao alcance do público, na Unisinos

    LER MAIS
  • Teilhard de Chardin, um homem extremamente contemporâneo

    LER MAIS
  • Xadrez da grande noite da humilhação nacional

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

01 Outubro 2015

As propostas de redução de emissões apresentadas até agora como parte do acordo do clima que será firmado este ano podem reduzir em 1ºC as projeções de aquecimento do planeta até o fim do século. Apesar da contribuição, as metas não são suficientes para limitar o aquecimento global em 2ºC acima dos níveis pré-industriais, o limite considerado seguro pelos cientistas para evitar danos piores das mudanças climáticas. Esta é a conclusão de uma análise divulgada pelo Climate Interactive em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

A reportagem foi publicada por Observatório do Clima, 30-09-2015.

A análise foi feita com base nas INDCs registradas até agora – as propostas que os países apresentam às Nações Unidas como contribuição ao acordo do clima de Paris. As atuais ofertas nacionais de ação climática reduziriam aquecimento projetado em cerca de 4°C no cenário de business-as-usual (se nada fosse feito para reduzir emissões) para 3,5°C. Para atingir o objetivo de no máximo 2°C, as metas devem passar por revisões e associar-se a outras medidas, ainda não negociadas.

Andrew Jones, do Climate Interactive, recomenda novas ações na sequência da negociação do acordo de Paris. “As barreiras atuais são políticas e sociais e acreditamos que podem ser superadas.” A proposta coincide com um dos objetos de negociação entre os países das Nações Unidas: a revisão periódica dos compromissos apresentados na conferência.

Usado pela primeira vez na Conferência do Clima de Copenhague, em 2009, a ferramenta on-line do Climate Interactive calcula os resultados das negociações em curso em tempo real, permitindo que qualquer pessoa possa avaliar os resultados e estimar qual seria o esforço necessário para atingir o objetivo proposto. É o mesmo princípio do Ambiciômetro, ferramenta do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), membro do Observatório do Clima.

John Sterman, do MIT Sloan, é otimista. “Precisamos de esforços mais firmes, mas a boa notícia é que os custos de redução de emissões por meio da eficiência energética e energia renovável estão caindo rapidamente”, avalia. “Nações que adotam políticas para reduzir suas emissões irão acelerar a inovação que precisamos e posicionar-se para prosperar nas próximas décadas.”