‘El Niño’ será um dos piores desde 1950 por causa da mudança climática

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04 Setembro 2015

A mudança climática provocou o surgimento de condições inéditas para a ação do fenômeno do El Niño neste momento, o qual conhecerá seu período de maior intensidade entre outubro e janeiro, segundo afirmaram hoje especialistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A reportagem é de Isabel Saco, publicada pelo jornal El País, 02-09-2015.

As previsões de aquecimento da superfície do oceano nas regiões central e oriental do Pacífico tropical indicam que o El Niño atualmente em curso será, provavelmente, um dos mais fortes desde 1950. Os últimos mais poderosos aconteceram entre 1972/1973, 1982/1983 e 1997/1998.

Para realizar seus prognósticos, os cientistas levam em consideração que, em agosto, as temperaturas da superfície do oceano já estiveram entre 1,3 e 2 graus centígrados acima da média, superando em um grau os registros normais do El Niño. Os cenários adotados indicam que as temperaturas se manterão pelo menos 2 graus acima do normal, podendo até mesmo subir um pouco mais do que isso.

Os efeitos do El Niño já se fazem sentir de diferentes maneiras em algumas regiões do planeta e se tornarão mais evidentes nos próximos quatro a oito meses, segundo a OMM, que é uma agência científica das Nações Unidas referência no assunto.

De uma forma geral, esse fenômeno climático pode causar fortes chuvas — e, consequentemente, inundações — na América Latina, Ásia, Oceania e África, com registros de secas em outras áreas dessas mesmas regiões. Os países atingidos, no entanto, contam com mais experiência acumulada, conhecimentos e informações do que nunca, o que poderá ajudá-los a adotar medidas preventivas eficazes, avaliou Maxx Dilley, diretor de Previsões Climáticas da OMM, durante sua apresentação sobre as informações mais recentes disponíveis a respeito da evolução do El Niño.

O especialista citou especificamente o caso do Peru, que tem adotado algumas ações preventivas, como simulações, e decidiu cancelar sua participação no rali Dakar 2016 devido ao risco de inundações e deslizamento de terras nas regiões que integravam o circuito.

O que diferencia absolutamente o atual El Niño do anterior (ocorrido entre 1997 e 1998) é que o fenômeno atual se dá sob novas condições, derivadas da mudança climática. Desde aquele momento, “o mundo mudou muito” e a camada de gelo do oceano Ártico se reduziu a níveis mínimos, tendo-se registrado uma perda de até um milhão de quilômetros quadrados de superfície de neve no hemisfério Norte, explicou o chefe do Programa de Pesquisa do Clima da OMM, David Carlson.

Segundo ele, “novos padrões foram estabelecidos, e o que acontece agora de inédito é que eles estão coincidindo pela primeira vez com o El Niño”. A presença do El Niño, ou do La Niña (o mesmo fenômeno, porém no sentido contrário, causado pelo esfriamento das águas na superfície de certas regiões do Pacífico) não vinha se dando desde 1997/1998, o que também é visto como algo incomum.

Carlson afirmou que, na situação atual — com a influência do degelo no Ártico e o aquecimento do Pacífico tropical —, “não sabemos o que irá acontecer, se os dois padrões reforçarão um ao outro, se se anularão, se atuarão em sequência ou atingirão diferentes regiões do planeta”.

“Não sabemos de fato o que acontecerá, pois se trata de uma situação sem precedentes”, insistiu o cientista. As características do El Niño registradas até o momento indicam que ele está causando um aumento na intensidade das chuvas na costa oeste da América do Sul (principalmente no Equador e no Peru), bem como nos países do chamado “Chifre da África”. Em contrapartida, registram-se secas na Austrália, Indonésia, sudeste da Ásia e no sul da África.

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