'Caos migratório' aprofunda crise na Grécia

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11 Agosto 2015

Com a economia em frangalhos e ainda sob o risco de novos calotes, a Grécia enfrenta agora uma nova crise: o "caos migratório".

A reportagem foi publicada por BBC Brasil, 08-08-2015.

Segundo estimativas da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), somente no mês de julho, cerca de 50 mil imigrantes entraram no território grego de forma ilegal. A maioria busca melhores condições de vida na Europa após se ver forçada a abandonar os países de origem devido a guerras civis.

Na Grécia, informou a Acnur, a crise dos refugiados transformou as ilhas de Kos, Chios e Lesbos em "um caos total". Ali os imigrantes não têm acesso a alojamento adequado, água potável e estruturas sanitárias.

Mas, sem dinheiro, o governo grego diz não conseguir conter sozinho as seguidas levas de imigrantes e pede, em vão, ajuda da União Europeia.

Fugindo da guerra

Segundo a Acnur, quase todos os imigrantes que chegam à Grécia são refugiados das guerras do Afeganistão, Iraque e Síria.

Vincent Cochetel, diretor da agência na Europa, disse que as estruturas disponibilizadas aos imigrantes nas ilhas gregas são "totalmente inadequadas". Somente no mês passado, mais imigrantes cruzaram as fronteiras gregas do que em todo o ano de 2014.

Ele pediu a colaboração de outros países europeus para aliviar o fardo sobre a Grécia.

No entanto, cabe ao país mediterrâneo "dirigir e coordenar" esforços, acrescentou Cochetel.

"A maioria das ilhas não tem estrutura para receber os imigrantes e eles acabam dormindo ao relento. A situação é de caos total", disse.

Crianças em risco

"Depois de alguns dias nas ilhas, eles são transferidos para Atenas, onde são abandonados", lamentou.

Para o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, a situação "excede" as possibilidades dos gregos. Ele afirma que os problemas econômicos do país fazem com que a Grécia viva não apenas uma crise econômica mas "humanitária".

Já a ONG Save the Children alertou para a situação das crianças que imigram com os pais. Segundo a entidade, elas correm o risco de contrair doenças e ser exploradas devido à falta de locais adequados para abrigá-las.

"O risco de uma criança que é forçada a dormir na rua de ser abusada ou morrer de insolação é muito real", afirmou Kitty Arie, porta-voz da organização.

"Estamos em 2015. A Europa não pode ficar debaixo cruzado enquanto milhares de crianças estão nessa situação desesperadora".

'Crise migratória'

Em outro desdobramento, a polícia italiana prendeu cinco supostos traficantes de pessoas, acusados pela morte de 200 imigrantes, quando o navio no qual estavam afundou na última quarta-feira.

Entre os detidos, há dois líbios, dois argelinos e um tunisiano, que foram presos sob a acusação de homícidio múltiplo e tráfico.

Segundo os sobreviventes, os contrabandistas usaram facas para decapitar africanos e chicotes para açoitar árabes, para mantê-los dentro do barco.

O naufrágio do navio na costa da Itália foi o episódio mais recente da crise de refugiados que atinge a Europa e já se estende por várias semanas.

Nos últimos dias, cerca de 380 pessoas foram resgatadas por um barco de pesca e levadas para a ilha italiana da Sicília.

Na cidade francesa de Calais, principal acesso à Grã-Bretanha, cerca de 3 mil imigrantes vivem em campos de refugiados improvisados, no que a ACNUR descreveu como "emergência civil".

Já na Áustria, o governo parou de aceitar imigrantes no principal campo de refugiados do país, Traiskirchen. O estabelecimento, com capacidade para 1,5 mil pessoas, já abriga 4,5 mil refugiados, muitos dos quais dormem ao relento.

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