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28 Julho 2015

"Outro ponto importante da encíclica foi o reconhecimento da influência do aquecimento global sobre o ciclo do carbono, que incide sobre a disponibilidade de recursos essenciais como a água potável, a energia e a produção agrícola nas áreas mais quentes", escreve Gabriel Wedy, visiting scholar pela Columbia Law School, professor de Direito Ambiental, em artigo publicado pelo jornal Zero Hora, 27-07-2015.

Eis o artigo.

O documento pode ser considerado uma aula de Direito Ambiental e contém sólidos princípios religiosos, éticos, morais e filosóficos em um texto harmônico e muito bem escrito. Outrossim, está ricamente embasado cientificamente por aqueles que assessoram o Vaticano, em especial quando refere-se às mudanças climáticas e suas implicações. Reconhece que “existe consenso científico” indicando um aquecimento global sistemático acompanhado “por uma elevação do nível do mar”, sendo difícil não relacioná-lo com acontecimentos meteorológicos extremos. Neste cenário, o Papa pede que a humanidade altere o seu estilo de vida, de produção e de padrões de consumo para combater as causas humanas que aumentam o aquecimento global. Especificamente o Pontífice refere-se ao nefasto modelo de desenvolvimento baseado no uso intensivo de combustíveis fósseis e no desmatamento indiscriminado para finalidade agrícola.

Outro ponto importante da encíclica foi o reconhecimento da influência do aquecimento global sobre o ciclo do carbono, que incide sobre a disponibilidade de recursos essenciais como a água potável, a energia e a produção agrícola nas áreas mais quentes e acaba por provocar a extinção de parte da biodiversidade do planeta.

A autoridade moral do papa Francisco e da Laudato Si’, por certo, serão importantes componentes a influenciar no debate a ser travado na COP 21, em Paris, no final deste ano, em que se pretende a produção de documento que substitua o Protocolo de Kyoto como marco jurídico internacional no trato das mudanças climáticas.

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