Ver a minha Igreja com os olhos da outra: o diálogo luterano-católico em vista dos 500 anos da Reforma

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23 Julho 2015

A Comissão Internacional de Diálogo Luterano-Católico-Romana se reuniu em Budapeste, na Hungria, entre os dias 15 e 21 de julho. A comissão é composta por membros da Federação Luterana Mundial e do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O tema da reunião, em que 20 teólogos estão participando, são as bases comuns e as diferenças na compreensão do batismo.

A reportagem é de Cornelia Kästner, publicada no sítio Lutheran World Information, 20-07-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O sítio Lutheran World Information conversou com o Prof. Dr. Theodor Dieter, diretor do Instituto de Pesquisa Ecumênica de Estrasburgo.

Eis a entrevista.

Na sua opinião, quais são os passos mais importantes nos 50 anos de diálogo luterano-católico?

Primeiro, eu gostaria de mencionar o primeiro documento do diálogo, o Relatório de Malta (1972), que deu uma visão esperançosa sobre os problemas ecumênicos entre católicos e luteranos. As questões individuais levantadas foram retomadas nos diálogos posteriores. O segundo passo importante foi a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, que foi oficialmente assinada pela Federação Luterana Mundial e pela Igreja Católica Romana em 1999. Essa foi uma "colheita" oficial e criativo dos resultados do diálogo na questão da justificação. O terceiro passo foi a publicação conjunta Do conflito à comunhão (2013).

Como a publicação do documento Do conflito à comunhão contribui com esse diálogo?

Esse documento traz à tona a natureza fecunda dos resultados dos diálogos anteriores, como a pesquisa protestante e católica sobre a Reforma.

O documento Do conflito à comunhão já foi traduzido para sete línguas. Por que você acha que ele é tão popular nas respectivas Igrejas? Por que você acha que é tão popular nas respectivas igrejas?

As Igrejas e congregações católicas e protestantes enfrentam o projeto de recordar conjuntamente o início da Reforma há 500 anos, sem fazer com que divisões confessionais rompam novamente. O aniversário da Reforma é um desafio ecumênico por excelência. Aqui, o ecumenismo está em jogo. O documento Do conflito à comunhão é bem-sucedido porque aborda essa questão de uma forma ecumênica, e não a partir de uma perspectiva confessional: ele descreve as condições modificadas de recordar a Reforma hoje; ele dá as informações necessárias sobre a história e a teologia de uma forma compacta; ele coloca as intuições teológicas de Lutero no contexto do diálogo católico-luterano, portanto, ele "colhe" os seus frutos; ele diz o que as Igrejas e as congregações podem fazer em 2017, mencionando as bases para uma celebração comum e também para o lamento e a confissão comuns de culpa; ele encerra com cinco imperativos que se destinam a renovar o compromisso ecumênico.

Como o diálogo católico-luterano global assume os desafios que as Igrejas enfrentam em nível congregacional?

Essas questões são retomadas direta e indiretamente. A questão da comunhão do altar é urgente e é tratada diretamente. Certas polêmicas tradicionais são menos urgentes, pois já não são mais vistas como problemas em nível congregacional. A pergunta é: o que isso significa teologicamente?

Em que direção o diálogo luterano-católico vai se desenvolver no futuro?

Como as Igrejas se tornam mais globalizadas, eles provavelmente vão enfrentar os desafios ecumênicos regionais de forma mais específica em nível internacional. Agora que muitos temas ecumênicos tradicionais foram discutidos nos diálogos, vamos ver mais ênfase sendo posta nos resultados obtidos e nas questões relacionadas com os desafios atuais. No entanto, os diálogos ainda serão a forma institucionalizada para ver a nossa própria Igreja com os olhos da outra Igreja. Não devemos perder de vista uma da outra – esse é um desafio contínuo.

O que significa para você a comemoração conjunta da Reforma em 2017?

Eu acredito que vai ser um festival ecumênico, que celebra o grande significado ecumênico de teologia da Reforma e o seu grande potencial ecumênico para a glória de Deus, para o bem das Igrejas e para a sua unidade.

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