Prefeitos do mundo inteiro reunidos no Vaticano para discutir sobre o clima e as escravidões modernas

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Por: André | 17 Julho 2015

Sessenta prefeitos de todo o mundo estarão reunidos no Vaticano no próximo dia 21 de julho para participar de um congresso, do qual participará também o Papa, que dirigirá uma saudação aos presentes e refletirá sobre “duas urgências relacionadas”: a crise climática e as novas formas de escravidão. Entre os prefeitos, que participarão no dia seguinte de um congresso patrocinado em parceria com as Nações Unidas, estarão os de Roma (Marino), Milão (Pisapia), Nápoles (De Magistris), Lampedusa (Giusi Nicolini) e de outras grandes capitais do mundo, como Madri (com a recém eleita Manuela Carmena), Paris (Anne Hidalgo) e Teerã.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 15-07-2015. A tradução é de André Langer.

“Quando há dois anos, na sede da Pontifícia Academia das Ciências, foi criado, pelo Papa e o cardeal Nichols junto com alguns bispos, o grupo de Santa Marta, que reúne os chefes de polícia e os bispos de todo o mundo, os chefes da polícia destacaram a importância do apoio dos bispos a favor de uma maior conscientização em torno do nosso compromisso moral para com os mais pobres dos pobres”, disse o chanceler da Pontifícia Academia das Ciências e da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, organismos que promovem este congresso, o arcebispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo. “No entanto, ao mesmo tempo, indicaram que seus superiores diretos não são os bispos, mas os governantes e, em muitos outros casos, justamente os prefeitos. Seguindo o seu conselho, procuramos reunir os prefeitos para encontrar juntos as melhores práticas para a contenção das mudanças climáticas e a eliminação das novas formas de escravidão”.

A discussão, indicou o religioso, dá-se seguindo o recente discurso do Papa aos movimentos populares, na Bolívia, além da sua encíclica “ecológica Laudato si’”. O arcebispo também elogiou o porta-voz vaticano, o padre Federico Lombardi, que moderou a coletiva de imprensa, e disse que se trata de um jesuíta como Jorge Mario Bergoglio: “Se querem compreender o Papa Francisco ou o padre Lombardi, vejam o filme A Missão”, sobre as reduções dos jesuítas na América Latina.

Referindo-se à presença dos prefeitos nos eventos de 21 e 22 de julho, destacou que a intenção da Pontifícia Academia era de que esses administradores públicos se comprometessem em promover nas cidades e assentamentos urbanos “a emancipação dos pobres e dos que vivem em condições de vulnerabilidade, a redução da exposição aos fenômenos catastróficos derivados de alterações profundas da natureza ambiental, econômica e social que criam um terreno fértil para a migração forçada e o tráfico de seres humanos”.

E “também quiséramos que os prefeitos se comprometessem com o desenvolvimento de programas de reinserção e integração social para as vítimas, em nível nacional e local, com o objetivo de evitar sua repatriação forçada”, em vista da revisão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que serão fixados pela ONU em setembro deste ano. Por isso, a oficina “Escravidão moderna e mudança climática: o compromisso das cidades”, que acontecerá no dia 21 de julho. E no dia seguinte, acontecerá o simpósio “A prosperidade, as pessoas e o planeta: alcançar o desenvolvimento sustentável em nossas cidades”, organizado em parceria com a ONU e que será aberto pelo economista Jeffrey Sachs.

“As Nações Unidas não são o diabo; pelo contrário”, disse Sánchez Sorondo ao responder a uma jornalista que lhe perguntou se não era estranho que o Vaticano abrigasse um evento da ONU. “O simpósio não é organizado pelas Nações Unidas, mas pelas Pontifícias Academias e pelas Nações Unidas. Paulo VI visitou as Nações Unidas dizendo que eram a via moderna para a civilização e que a Santa Sé queria uma absoluta colaboração, na medida em que não fosse contra a doutrina da Igreja. Também outros papas visitaram as Nações Unidas, e agora o Papa Francisco irá em setembro. Não vejo que haja nenhum problema. Ver o diabo nas Nações Unidas, típico de certas posturas de direita, não é a posição da Santa Sé”.

Outro jornalista perguntou se o convite aos prefeitos de centro-esquerda não era um sinal de imparcialidade, ao que Sánchez Sorondo respondeu: “O convite está aberto a todos. Caso queira trazer outros prefeitos, lhe agradecemos por isso”.

Estes são os prefeitos que confirmaram sua participação estão [em negrito estão os prefeitos brasileiros]: Betsy Hodges (Mineápolis), Ed Murray (Seattle), Charlie Hales (Portland), Marty Walsh (Boston), Mitch Landrieu (Nova Orleans), Anne Hidalgo (Paris), Stian Berger Rosland (Oslo), Ignazio Marino (Roma), Dario Nardella (Florença), Luigi de Magistris (Nápoles), Giusi Nicolini (Lampedusa), Piero Fassino (Turim), Antonio Decaro (Bari), Gregor Robertson (Vancouver), Eduardo Paes (Rio de Janeiro), Eduardo Accastello (Villa María, Argentina), Tony Chammany (Kochi, Índia), Mohammad Bagher Ghalibaf (Teerã), Julius Ihonvbere (Edo State, Nigéria), Rose Christiane Ossouka Raponda (Libreville, Gabão), Aliou Sall (Guediawaye, Senegal), Jaroslaw Jozwiak (vice-prefeito de Varsóvia), Yelgi Lavinia Verley Knight (Siquirres, Costa Rica), Alfred Martin Aruo (Soroti, Uganda), Karin Wanngard (Stoccolma), Angela Brown-Burke (Kingston, Jamaica), Matthew Appelbaum (Boulder, Colorado), Witold Smialek (assistente do bispo de Cracóvia), Marcio Lacerda (Belo Horizonte), Fernando Haddad (São Paulo), Mónica Fein (Rosário, Argentina), Gustavo Petro (Bogotá), Miguel Ángel Mancera Espinosa (Cidade do México), George Ferguson (Bristol), José Fortunati (Porto Alegre), William A. Bell (Birmingham, Alabama), Milan Bandic (Zagreb), Enzo Bianco (Catânia), Edwin Lee (San Francisco), Leoluca Orlando (Palermo), Massimo Zedda (Cagliari), Sam Liccardo (San José, Califórnia), Mpho Parks Tau (Johannesburgo), Kagiso Thutlwe (Gaborone, Botsuana), Paulo Garcia (Goiânia), Gustavo Fruet (Curitiba), Alfred Okoe Vanderpuije (Accra, Gana), Tony Lloyd (Manchester), Manuela Carmena (Madri), Mahamudo Amurane (Nampula, Moçambique), Giuliano Pisapia (Milão), Antônio Carlos Magalhães Neto (Salvador), Nasereddine Zenasni (Algeri), Virginio Merola (Bolonha), Giorgio Gori (Bérgamo), Jean Oscar Sanguza Mutunda (Lubumbashi, República Democrática do Congo), Federico Pizzarotti (Parma), Edmund G. Brown Jr. (governador da Califórnia), Mambe (governador do distrito autônomo de Abidjã, Costa do Marfim), Christian Gaebler (Secretário de Estado de Berlim).

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