As reviravoltas de Francisco: Laudato si' e pedido de ''perdão'' no templo

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25 Junho 2015

Reviravoltas. Nessa segunda-feira, no jornal italiano Il Messaggero (p. 4), Antonio D'Amato afirmou que há uma reviravolta, porque "coloca no centro o valor da empresa". Talvez a verdadeira reviravolta é que, no centro da "empresa", de qualquer empresa, terrena e também celeste, há a divina humanidade de Jesus e o seu chamada à divinização por graça de todo ser humano que nasce e morre sobre a terra. Mas é realmente tempo de reviravoltas.

A nota é de Gianni Gennari, publicada no jornal Avvenire, 23-06-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ainda nessa segunda-feira (jornal La Stampa, p. 1), uma lúcida de síntese de Andrea Tornielli: "No templo dos valdenses. É a primeira vez de um papa. Acabou simbolicamente a época das condenações". Nos fatos, a reviravolta é ainda mais forte: Francisco pediu "perdão".

Aqui, hoje, outras notas, e outra alegria compartilhada. Duas reviravoltas, portanto, entre a encíclica e o templo valdense. Aqui, ainda, dois pensamentos totalmente pessoais.

O primeiro sobre a encíclica. A referência à "sobriedade", me faz lembrar a evocada também por profetas todos nossos, por exemplo a Populorum progressio e os textos de Hélder Câmara, e, em um âmbito totalmente diferente e sem misturas indevidas, certos temas da prosa de Enrico Berlinguer sobre a necessária "austeridade", à época ridicularizada por muitos.

O segundo, justamente, sobre a presença de Francisco no templo valdense: há mais ou menos 40 anos, o fato de eu ter aceitado o convite do pastor Ermanno Genre nos vales valdenses, em Agape, para um diálogo fraterno sobre a doutrina moral católica e valdense sobre homossexualidade e afins trouxe consigo raios e censuras muito duros, com ameaça de suspensão a divinis.

Essas verdadeiras "reviravoltas" são bem-vindas, mesmo sem nunca pôr na sombra a continuidade autêntica da fé fundada sobre a Palavra e não sobre atrasos históricos, nossos ou alheios.

Também esse, talvez, seja o estilo novo de uma Igreja que se declara "em saída" e serenamente "vai além": a alguns, parece uma espécie de cedimento, mas é Evangelho vivido no tempo certo.