Laudato si' é um chamado para todas as pessoas, afirma líder inaciano

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19 Junho 2015

Três temas da nova encíclica do papa se destacam em particular para o diretor da Ignatian Solidarity Network [Rede Inaciana de Solidariedade] com sede nos Estados Unidos.

A reportagem é de Brian Roewe, publicada por National Catholic Reporter, 18-06-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Christopher Kerr, diretor-executivo do grupo de justiça social que trabalha com as universidades, colégios e paróquias jesuítas dos Estados Unidos, disse o primeiro tema que se destacou foi como o subtítulo da encíclica – "Sobre o cuidado da nossa casa comum" – estava articulado em todo o documento.

"Francisco usa frases como 'toda a família humana', 'herança compartilhada', 'relação de mutualidade' e 'problema global com a realidade interligada', relacionar essa ideia e também indica especialmente que a Laudato si' é um apelo a todas as pessoas, não apenas aos católicos", disse.

Kerr também detectou algumas mensagens que ele viu como intencionais para os jovens, com quem a rede trabalha de perto, através dos seus programas universitários e escolares.

"Francisco enfatiza o respeito pela 'diversidade de culturas', um conceito que os jovens veem como a nova normalidade na sua cultura hoje", disse Kerr. "Ele também oferece algumas mensagens desafiadoras para essa demografia: desafiando o papel da tecnologia na vida, criticando o individualismo e reconhecendo que as escolhas de hoje terão um impacto sobre as gerações futuras."

Ele acrescentou que "a oportunidade de ser um megafone para o convite e o desafio de Francisco" é empolgante para os jovens católicos.

Um terceiro tema foi o número de exemplos práticos que o papa ofereceu como formas como os indivíduos e as instituições podem responder àquilo que ele descreveu na Laudato si' como uma "urgência de avançar em uma corajosa revolução cultural" (n. 114). O papa listou a reciclagem, reenfatizou a oração na hora das refeições e, em um ponto, mencionou a diminuição do uso do ar-condicionado.

O tema da solidariedade ressoou mais em Kerr, que disse que iria indicar às pessoas que reflitam particularmente sobre o fim do capítulo 4, em que Francisco oferece um "apelo à solidariedade" para responder às necessidades ambientais.

Esse chamado vai exigir uma profunda reflexão nos EUA, disse ele, sobre as escolhas feitas em todos os níveis: desde os indivíduos, passando pelas instituições locais e estaduais, até o governo nacional. A Ignatian Solidarity Network dedicou grande parte do ano passado para a defesa legislativa de padrões para as emissões de combustíveis fósseis propostos pela Agência Ambiental dos EUA.

"O nosso governo federal, em particular, precisa ouvir esse chamado", disse ele, acrescentando que espera que os mais de 50 membros católicos do Congresso dos EUA, formados em escolas jesuítas, "leiam o documento com um coração aberto".

Kerr disse que espera que os mais vulneráveis às mudanças climáticas tenham uma chance de ouvir a mensagem do papa na encíclica.

"Francisco reconhece claramente 'o grito dos pobres'. Só podemos esperar que a sua iluminação desse clamor e o clamor da Terra seja alto o suficiente para inspirar a nossa comunidade global a agir na velocidade de Deus", disse Kerr.

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