Patriarca de Moscou ao Papa: sobre a Páscoa um gesto de boa vontade, mas não alteraremos tradições milenárias

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18 Junho 2015

A Igreja ortodoxa russa acolheu com cautela a disponibilidade expressada pelo Papa Francisco de estabelecer uma data comum para a Páscoa, de modo que católicos, ortodoxos e protestantes possam festejar a Ressurreição no mesmo dia. Segundo o intérprete Nikolai Balaschov, vice-presidente do Departamento das relações eclesiásticas externas do Patriarcado de Moscou, as palavras do Pontífice transmitidas pela mídia não são suficientes para compreender de modo correto qual é a essência de sua proposta. “Preferirei conhecer as exatas declarações do Papa Francisco, transmitidas por diversas fontes de informação”, declarou Balashov, numa entrevista com a agência Tass, sublinhando que “se a Igreja de Roma pretende abandonar a Páscoa segundo o calendário gregoriano, introduzido no século XVI, e voltar à data antiga (juliana), utilizada na época em que a Igreja do Oriente e Ocidente eram unidas e utilizada até agora pelos ortodoxos, esta intenção é bem-vinda”. Se, ao invés, a ideia é a de “ter uma data fixa para a Páscoa e não liga-la ao primeiro plenilúnio após o equinócio da primavera, como foi estabelecido tanto no Oriente como no Ocidente pelo Concílio de Nicéia de 325, então tal proposta é totalmente inaceitável para a Igreja ortodoxa”, advertiu Balashov. “Esperamos a publicação nas fontes oficiais do Vaticano”, acrescentou.

A reportagem é de Nina Achmatova, publicada pelo sítio AsiaNews, 15-06-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

O representante dos ortodoxos russos quis depois recordar que Constantinopla e Moscou não estão em desacordo sobre a Páscoa e que diversamente de quanto foi referido pela imprensa, no programa do Concílio pan-ortodoxo não é prevista a discussão sobre a revisão da data na qual celebrar a Páscoa. De qualquer modo, Balashov reconheceu que o Papa “quis realmente dar um passo em direção aos ortodoxos. Trata-se de um gesto de boa vontade. Esta aproximação, no entanto, não pode ser realizada através de uma mudança radical das nossas comuns tradições do primeiro milênio do cristianismo”. Como a Igreja católica, também a Igreja ortodoxa festeja a Páscoa no domingo subsequente à primeira lua nova plena, mas seguindo um calendário diverso. Neste ano, a Páscoa católica foi festejada no dia 5 de abril, enquanto a ortodoxa no dia 12 de abril. Na próxima vez na qual a Páscoa dos católicos e dos ortodoxos coincidirá será o dia 16 de abril de 2017. 

Parece que a proposta do Pontífice não tenha sido discutida no encontro de 16 de junho, no Vaticano, com o metropolita Hilarion de Volokolamsk, presidente do departamento para as relações eclesiásticas externas do Patriarcado de Moscou. Segundo o que foi reportado pelo centro de comunicações da Igreja ortodoxa russa, o colóquio teve no centro da discussão “a situação dos cristãos no Oriente Médio e na África, bem como a necessidade de uma ação comum para proteger a concepção tradicional de família na sociedade laica de hoje”. Antes de ser recebido pelo Papa, Hilarion teve um encontro com o presidente do Pontifício conselho para a promoção da unidade dos cristãos, o cardeal Kurt Koch.

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