Mensagem da Sua Santidade Bartolomeu para o Dia Mundial dos Oceanos

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10 Junho 2015

Por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos, o Patriarca Bartolomeu I, de Constantinopla, publicou a seguinte mensagem, divulgada sítio Patriachate, 08-06-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Eis a mensagem.

Há sete anos, a comunidade internacional tem celebrado oficialmente o Dia Mundial dos Oceanos, comemorando um dos presentes mais preciosos do nosso Criador, um presente que todos nós – pessoas de profunda fé, bem como as pessoas de boa vontade – somos chamados a preservar e conservar.

Ao longo das últimas duas décadas, o Patriarcado Ecumênico e a Igreja Ortodoxa em todo o mundo têm atraído a atenção do mundo para a condição de deterioração dos nossos oceanos. Agora, então, mais do que nunca, é importante reconhecer a necessidade de respeitar e proteger este recurso inestimável e inalienável do nosso planeta, que é a única fonte de sustentabilidade e biodiversidade, e também o berço inato da religião e da cultura.

Assim como o modelo invariável do desenvolvimento industrial e do crescimento se torna a norma inevitável do comportamento global, o mesmo acontece com a dependência do mundo dos combustíveis fósseis para com a indiferença da sociedade junto à criação. Da mesma forma, as emissões de gases de efeito de estufa estão sempre crescendo, manchando de forma irreversível a atmosfera da Terra e criando irrevogavelmente dimensões prejudiciais e manifestações adversas das alterações climáticas. Além disso, mais da metade do dióxido de carbono liberado na atmosfera se dissolve nos oceanos, criando uma crescente acidificação. E a acidificação destrói ecossistemas marinhos, matando recifes de coral e outras criaturas do mar.

Enquanto muitos de nós em sociedades mais prósperas não conseguem, infelizmente, compreender as consequências das alterações climáticas devido à nossa situação confortável – se não complacente e cúmplice –, os mais vulneráveis entre nós, que vivem em ilhas baixas, entendem completamente a situação terrível na medida em que testemunham níveis crescentes do mar consumirem suas casas e ameaçar a sua sobrevivência.

Ainda assim, todos somos chamados constantemente a lembrar que o que colocamos em nossas águas é tão prejudicial como o que tiramos dos oceanos. A forma como poluímos os nossos oceanos – seja intencionalmente através de resíduos não biodegradáveis, seja inadvertidamente através de precipitação – é tão destrutiva como as nossas práticas de pesca excessiva e a colheita de determinadas populações de peixes de forma mais rápida do que eles podem se reproduzir naturalmente.

Além disso, os direitos humanos básicos também estão em risco quando não protegemos os oceanos. A maneira como contaminamos os oceanos está claramente refletida na forma como exploramos os seus recursos, o que por sua vez está se refletindo diretamente na forma como tratamos os nossos companheiros seres humanos, sobretudo os mais marginalizados e os menos afortunados dos nossos irmãos e irmãs.

No entanto, se nós criamos estas condições terríveis que agora enfrentamos, somos igualmente responsáveis e capazes de remediar a saúde do nosso meio ambiente. Cada um de nós pode e deve apreciar a forma como o nosso estilo de vida individual e coletivo impacta no meio ambiente; podemos e devemos reconhecer as consequências danosas das nossas escolhas morais e materiais; na verdade, podemos e devemos assumir a responsabilidade para a mudança positiva e permanente.

Finalmente, apelamos aos líderes mundiais, enquanto finalizam a Agenda para o Desenvolvimento Pós-2015 das Nações Unidas, a apresentarem propostas e modelos que preservam os oceanos do planeta e protejam os povos do mundo. Em vez de abraçar ou endossar modelos com fins lucrativos de desenvolvimento a qualquer custo, é hora de escolhas certas e mudanças criativas.

Nota: A fonte da imagem é: auroraortodoxia.blogspot.com

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