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07 Maio 2015

Cientistas do governo dos Estados Unidos indicaram ontem que as concentrações globais de dióxido de carbono atingiram um recorde de média global de 400 partes por milhão (ppm)em março deste ano. Em grandes quantidades, o dióxido de carbono é um perigoso gás de efeito estufa, produto de atividades como a combustão de combustíveis fósseis e o desmatamento.

"Pela primeira vez desde que medimos a concentração de dióxido de carbono na atmosfera global, a concentração mensal deste gás de efeito estufa ultrapassou as 400 ppm", informou a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

A informação é publicada no jornal Zero Hora, 07-05-2015.

Os cientistas anunciaram que o dióxido de carbono excedeu essa barreira pela primeira vez no Ártico em 2012.

"Alcançar uma média de 400 ppm em todo o mundo era apenas uma questão de tempo. Metade deste aumento foi produzido desde 1980", disse o cientista Pieter Tans, que lidera a rede global sobre os gases de efeito estufa, a Global Greenhouse Gas Reference Network.

Reversão do problema é considerada difícil

Em março, a Agência Internacional de Energia informou que o crescimento das emissões globais provenientes da queima de combustíveis fósseis ficou estagnado em 2014, ficando no mesmo nível de 2013. Os cientistas garantem que o aumento de CO2 produz, entre outras coisas, o aumento da temperatura na Terra e desordem climática. “Os dados mostram que a taxa média de crescimento de concentração de dióxido de carbono na atmosfera entre 2012 e 2014 foi de 2,25 ppm por ano, o maior já registrado ao longo de três anos consecutivos”, disse a agência.

O dióxido de carbono é uma parte natural da atmosfera da Terra, mas a queima de combustíveis fósseis emite quantidades excessivas no ar e cria um cobertor que retém o calor ainda mais.

Quando a marca foi observada pela primeira vez, muitos cientistas disseram que deveria ser considerado um alerta para o fato de que mais energias renováveis precisam ser usadas para diminuir o uso de combustíveis baratos mas poluentes.