Relatório aponta que o Banco Mundial financia a destruição ambiental

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • “Se vocês se sentirem como eminências, estarão fora do caminho”. As palavras do Papa Francisco aos novos cardeais quando também condenou a corrupção na Igreja

    LER MAIS
  • Como viver o Advento em tempos de quarentena

    LER MAIS
  • A vacina vai nos ajudar, mas não vai nos livrar das pandemias

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Por: André | 20 Abril 2015

Um relatório publicado pelo The Huffington Post revela impactos sociais e ambientais de vários projetos financiados pelo Banco Mundial em todo o mundo. Um dos casos emblemáticos é o da mineradora Yanacocha, em Cajamarca, Peru. A investigação contou com o apoio do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

A reportagem é de Luis Claps e publicado por Servindi, 17-04-2015. A tradução é de André Langer.

A crônica começa em 08 de setembro de 2013, quando a jovem Elvira Flores, da comunidade de La Pajuela, nos Andes peruanos, observou que saía espuma da boca das suas ovelhas antes de morrerem.

Para os camponeses, a causa da contaminação era evidente: durante os últimos 22 anos a empresa estadunidense Newmont Mining, com financiamento da IFC (Corporação Financeira Internacional), uma divisão do Banco Mundial dedicada ao setor privado, sobrevoou as montanhas, jogou tóxicos e levou o ouro.

Um longo relatório do The Huffington Post, que contou com a colaboração do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, destaca o caso da Yanacocha, em Cajamarca, Peru, como exemplo de uma longa lista de projetos questionáveis ambiental e socialmente financiados pela instituição multilateral.

“A IFC financiou 23 milhões de dólares para a construção da mina Yanacocha, assim como sua expansão, seis anos depois. A agência é proprietária de 5% da mina que, desde 1993, já produziu 35 milhões de onças de ouro e é uma das maiores do Hemisfério Sul”, afirma a investigação.

“No entanto, os camponeses que vivem perto da mina continuam vivendo na pobreza, e a antipatia contra a Yanacocha é generalizada”, conclui o The Huffington Post.

 
Fonte: http://bit.ly/1OneNLB  

Comunidade de Negritos

O relatório do The Huffington Post relata que “no começo da década de 1990, os agentes da Yanacocha começaram a comprar terras nos Andes. Muitos dos camponeses que venderam suas terras à empresa eram analfabetos, outros garantem que as vendas foram ilegítimas e que foram avalizadas por pessoas que não as representavam”.

A comunidade de Negritos, que inclui famílias de La Pajuela, entrou com um processo contra a empresa em uma corte legal do Peru por conta da venda a preço vil de uma extensão de terra de 600 hectares. Quatro meses depois desta “compra” a Yanacocha obteve uma hipoteca de 50 milhões de dólares da IFC e de um banco alemão sobre esse mesmo terreno.

Projetos de alto risco

Embora se suponha que os empreendimentos financiados pelo Banco Mundial devem cumprir padrões elevados, o relatório demonstra que em vez de evitar os projetos conflituosos, entre 2009 e 2013 o Banco Mundial e a IFC emprestaram 50 bilhões de dólares a 239 projetos “Categoria A” – como a mineradora Yanacocha – incluindo grandes hidroelétricas, minas de cobre e oleodutos.

Para acessar o relatório completo, em inglês, clique aqui.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Relatório aponta que o Banco Mundial financia a destruição ambiental - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV