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18 Março 2015

Captar água da chuva, fiscalizar valores cobrados pela indústria da água e recuperar áreas de mananciais. Essas são algumas das soluções apresentadas no Chamado à Ação, documento elaborado pela Aliança pela Água, lançado em encontro de especialistas hídricos realizado na última sexta-feira, 16/03/2015, na unidade Consolação do Sesc, na capital paulista.

A reportagem é de Luciano Dantas, publicada por Greenpeace, 16-03-2015.

“2014 foi um ano perdido no enfrentamento da crise (hídrica)”. A frase de Marussia Whately, coordenadora da Aliança pela Água e do Instituto Socioambiental (ISA), abriu o encontro dando um claro parecer sobre a responsabilidade do Governo do Estado pela escassez de água nas torneiras paulistas.

O debate “Garantir água em situação de emergência”, mediado pela jornalista ambientalista e integrante do coletivo Cisternas Já, Claudia Visoni, contou com a presença de Carlos Tadeu, do IDEC, a pesquisadora Renata Moreira e Ricardo Guterman, do Coletivo de Luta Pela Água. “Não se supera um momento como esse sem o apoio da população. A falta de transparência só atrapalha. É preciso enxergar que a escassez de água é permanente”, afirmou Carlos Tadeu.

Já a mesa “Programas e ações para a recuperação imediata de áreas degradadas e Áreas de Preservação Permanente (APPs) nos mananciais”, mediada por Rebeca Lerer, coordenadora de comunicação da Aliança, contou com Eduardo Ditt, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Samuel Barreto, da The Nature Conservancy (TNC-Brasil), Luciana Travasso, bacharel em Planejamento Territorial pela UFABC e Maria Cecília Wey de Brito, da WWF Brasil.

“Planos hídricos brasileiros correspondem a obras e mais obras, e todos sabemos que água não nasce em tubo. É preciso entender de uma vez por todas que a Lei das Águas precisa ser revisada e alterada”, afirmou Samuel Barreto, em meio a uma discussão que deixou evidente a necessidade de rever e alterar as políticas de proteção de áreas verdes em torno, ou não, de mananciais. “No Brasil, armazenamos, consumimos e descartamos água sem pensar em seu reuso. É preciso pensar num plano que integre a água, a floresta e o solo”, completa Barreto.

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