Fukushima: quatro anos de uma crise contínua

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13 Março 2015

Dia 11 de março, marca mais um aniversário sombrio para a população japonesa: há quatro anos um tsunami provocado por um terremoto atingiu a costa do Japão. Milhares de pessoas morreram e deu-se início ao pior desastre nuclear desta geração. Quatro dos seis reatores nucleares da usina Fukushima Daiichi foram atingidos pelo tsunami e derreteram. Ar e água contaminados foram liberados.

A reportagem é de Kendra Ulrich, publicada no sítio Greenpeace Brasil, 10-03-2015.

Quatro anos depois a crise nuclear ainda não terminou. Há contaminação do meio ambiente e a população – principalmente a local – continuam sofrendo as consequências.

Até o primeiro ministro japonês Abe, que sempre apoiou a energia nuclear e que vem pressionando para que as usinas nucleares sejam religadas, assumiu que a crise radioativa relacionada a água não está sob controle. “Temos muitos problemas, incluindo água contaminada e a compensação para as famílias afetadas”, afirmou Abe em janeiro deste ano.

Estamos falando de água contaminada com algumas das toxinas mais perigosas já criadas pelo homem, como césio, estrôncio 90 e outras substâncias cancerígenas. A TEPCO, empresa responsável pela usina de Fukushima, admitiu que água com elevados níveis de radioatividade vazaram no oceano por quase um ano.

Hoje, ainda temos aproximadamente cerca de 120 mil refugiados devido ao acidente de Fukushima, eles ainda estão vivendo temporariamente em abrigos. Essas pessoas não tiveram compensação suficiente para estabelecer suas vidas em outro lugar e também não podem optar por retornar para suas antigas casas já que o local permanece contaminado.

“Porque as pessoas decidiriam voltar para cá para viver permanentemente?, pergunta Masami Yoshizawa, um fazendeiro que se recusou a sair de Namie, região afetada pelo acidente nuclear. “Não há infraestrutura para mais nada: não há escolas, lojas ou transporte.” Esta é uma questão que ninguém deveria se perguntar, principalmente quando o desastre é causado pelo próprio homem.

Nesta data, o Greenpeace se solidariza com as vítimas e suas famílias, pede o fim do uso da energia nuclear e mais investimentos em energias renováveis como solar e eólica.

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