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Por: Jonas | 02 Março 2015

O autoproclamado Estado Islâmico (EI) gosta de dominar a agenda informativa e sabe como proceder. Também gosta de demonstrar poder em momentos de fragilidade. Por isso, a maior parte do mundo sabe que o Estado Islâmico queimou um piloto da Jordânia em uma jaula, mas poucos lembram que, ao mesmo tempo, o movimento estava perdendo a batalha pela cidade curda síria de Kobane. Um lema que se vê nas redes sociais que possui afinidades com os sunitas radicais diz: “Os meios de comunicação são meio Jihad”.

A reportagem é de Patrick Cockburn, publicada por Página/12, 27-02-2015. A tradução é do Cepat.

A escolha feita pelo Estado Islâmico de John Jihadista como seu algoz de fala inglesa, agora identificado como Mohammed Emwazi, tem a ver com o impacto midiático, e a reação ao seu aparente desmascaramento demonstra que podem ser eficazes. Sem citar suas fontes, a BBC e The Washington Post o identificaram como um súdito britânico de 27 anos, nascido no Kuwait e criado em um bairro de West London.

Fatos semelhantes que se destacaram no passado incluem a exigência de um resgate de 200 milhões de dólares por um refém japonês (se a solicitação tivesse sido mais barata, de dois milhões de dólares, o interesse dos meios de comunicação teria sido o mesmo?). E a queima do piloto jordaniano, pois a decapitação teria perdido efeito.

O Estado Islâmico gosta de demonstrar poder e gerar medo através de atrocidades altamente divulgadas. O consequente terror tem vantagens militares demonstráveis: tanto buscaram aterrorizar e desmoralizar o exército iraquiano e o peshmerga curdo, no ano passado, que estes fugiram quase sem combater. Tais técnicas de relações públicas impiedosas, muitas vezes, são vistas como o produto das sociedades avançadas, mas o Estado Islâmico – apesar de sua selvageria – demonstrou habilidade na manipulação de sua imagem. Geralmente, procura pensar em algo novo, o que provavelmente significa que Mohammed Emwazi já teve os seus quinze minutos de algoz-celebridade.

De acordo com as estimativas, os jihadistas estrangeiros que lutam pelo Estado Islâmico são ao menos 20.000. Possuem uma reputação exagerada como força militar. A grande maioria dos combatentes do Estado Islâmico é composta por iraquianos e sírios recrutados da comunidade árabe sunita de seis milhões que vive dentro dos limites do califado do Estado Islâmico. Os jihadistas estrangeiros podem ser fanáticos, mas são militarmente os menos preparados das pessoas do lugar. Portanto, muitas vezes, são utilizados como terroristas suicidas ou como carne de canhão em batalhas de desgaste, como em Kobane. E o Estado Islâmico realmente vê a si próprio como a propagação de um credo que é universal e não nacionalista, de maneira tal que os vídeos de sauditas, jordanianos e canadenses queimando seus passaportes, enquanto juram lealdade ao califado, ressaltam a força do movimento.

O Estado Islâmico está se fragilizando? O número de seus inimigos é impressionante, mas também – como algumas exceções – é sua ineficácia. Os Estados Unidos e os ataques aéreos de seus aliados causam um grave impacto, causando muitas baixas, razão pela qual é difícil para o Estado Islâmico manter posições fixas. Esta semana, no nordeste da Síria, combatentes da milícia curda síria estão avançando com a ajuda dos pesados ataques aéreos estadunidenses. De sua parte, o Estado Islâmico está demonstrando que é um poder crescente em Ghouta, ao leste de Damasco. No Iraque perdeu algumas cidades importantes ao redor de Bagdá, mas não brigou até o último homem por elas demonstrando astúcia tática e que não se sente obrigado a lutar sempre até a morte.

Está sofrendo muitas baixas, mas também está recrutando nas regiões sob o seu controle, e rebaixou o limite de idade para menos de dezoito anos. Os comandantes curdos na linha de frente dizem que ao Estado Islâmico não parece faltar mão de obra, ainda que, às vezes, não esteja tão bem treinada como no passado. É capaz de fabricar explosivos para um grande número de dispositivos improvisados e armadilhas explosivas. Há sinais de que carece de dinheiro, mas isto pode ser por causa de seu gasto em equipar mais de 100.000 homens, segundo estimativa de altos funcionários curdos. O Estado Islâmico está sob tensão, mas não há razão para acreditar que irá ruir.

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