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19 Fevereiro 2015

 Irmã Jeannine Gramick e Francis DeBernardo, do grupo New Ways Ministry, que ministra para católicos homossexuais e promove os direitos da comunidade LGBT, posam para foto em frente à Praça de São Pedro após a audiência semanal do Papa Francisco, 18-02-2015. (Fonte: Giampiero Sposito - Reuters)

Um destacado grupo católico americano de defesa dos direitos da comunidade LGBT recebeu tratamento VIP pela primeira vez numa Audiência Geral com o Papa Francisco nesta quarta-feira, movimento que os membros consideraram um sinal de mudanças na Igreja Católica Apostólica Romana.

A reportagem é de Philip Pullella, publicada pela agência Reuters, 18-02-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“É um sinal decorrente do efeito Francisco”, disse a Irmã Jeannine, cofundadora do grupo New Ways Ministry, que ministra para católicos homossexuais e promove os direitos dos gays na Igreja.

A Irmã Jeannine e o diretor executivo Francis DeBernardo do grupo lideraram uma peregrinação de 50 católicos homossexuais na Audiência Geral na Praça de São Pedro.

Em entrevista à agência noticiosa Reuters, eles disseram que quando o grupo veio a Roma em peregrinações católicas durante os papados dos predecessores de Francisco, João Paulo II e Bento XVI, “fomos simplesmente ignorados”.

Desta vez, um bispo estadunidense e uma alta autoridade vaticana deram respaldo a um pedido do grupo e eles conseguiram se sentar de frente a uma seção especial com dignitários e grupos católicos. No momento em que o papa passou em frente ao grupo, ouviram-se gritos de “Todos são bem-vindos”, parte de um hino que simboliza o desejo dos participantes em ver uma Igreja mais inclusiva.

Uma lista de participantes divulgada pelo Vaticano citou “um grupo de leigos acompanhados por uma irmã”, mas não mencionou que se tratava de uma organização dos direitos dos gays.

“O que isto mostra é que há um movimento em nossa Igreja, um movimento de acolhida das pessoas que estão do lado de fora para mais perto, para dentro dela”, disse Irmã Jeannine na Praça de São Pedro.

Meses depois de sua eleição, Francisco fez um famoso comentário sobre como ele não julgaria as pessoas gays que tenham boa reputação e que estejam buscando a Deus.

Mas até o momento ele não deu sinal algum de que a Igreja vá mudar o seu ensinamento segundo o qual a homossexualidade não é um pecado, embora o sejam os atos homossexuais.

Em outubro passado, bispos de todas as partes do mundo reunidos em Roma para debater questões concernentes à família publicaram um relatório provisório pedindo por uma maior aceitação dos gays na Igreja.

Tal passagem foi minimizada na versão final do mesmo relatório depois que alguns bispos conservadores reclamaram. Um segundo e final encontro para tratar de questões sobre a família deve acontecer em outubro deste ano.

DeBernardo disse que casais católicos de gays e lésbicas – assim como outras famílias não tradicionais – deveriam ser convidados ao encontro, conhecido como Sínodo dos Bispos, para falar aos prelados sobre sua fé e sua sexualidade.

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