Conferência de Lima começa sem texto de negociação

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • Trump usa o ataque para promover sua agenda em meio ao bloqueio de informações sobre o Irã e índices de aprovação em níveis historicamente baixos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Novembro 2014

A conferência do clima do Peru começa na segunda-feira, em Lima, sem um texto de negociação à mesa. Mas terá que terminar com os elementos do acordo a ser assinado em Paris, em dezembro de 2015. A CoP-20, como se chama o encontro que reunirá delegados de mais de 190 países durante duas semanas, é tida pelo governo brasileiro como uma reunião fundamental: tem que preparar o caminho para o acordo que irá vigorar a partir de 2020.

A reportagem é de Daniela Chiaretti, publicada pelo jornal Valor, 25-11-2014.

"O relógio está correndo. Temos pouco tempo, praticamente só o ano que vem para trabalhar", disse ao Valor o embaixador José Marcondes de Carvalho, negociador-chefe do Brasil nos processos de mudança do clima.

O governo brasileiro espera três resultados da CoP-20. O primeiro é a definição dos elementos do acordo de 2015, que abordem os cinco tópicos acordados em reuniões anteriores - mitigação, adaptação, meios de implementação (recursos, transferência de tecnologia e capacitação), transparência de ações e transparência de apoio - sob a convenção do clima.

"Elementos podem ser apenas os títulos de partes do acordo, como se fossem capítulos, ou podem detalhar mais como tratar a mitigação, a adaptação e os meios de implementação, por exemplo", explica o embaixador. O Brasil prefere a versão mais detalhada.

Outro ponto que espera-se saia da reunião é a definição sobre como cada país apresentará as "contribuições nacionalmente determinadas" (NDC, na sigla em inglês). São os compromissos de cada nação no acordo. A CoP-20 deve definir um padrão para que as iniciativas sejam comparáveis. Lima também tem que encontrar meios para aumentar a ambição dos compromissos no período pré-2020. "Esperamos sair de Lima com esse conjunto de decisões debaixo do braço", diz o embaixador.

Pela regra das Nações Unidas, o rascunho do acordo climático de Paris tem que estar pronto até 31 de maio, seis meses antes da reunião - o tempo para que o texto seja traduzido e distribuído nas seis línguas oficiais da ONU.