Francisco, as vozes mais críticas contra o Papa

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14 Novembro 2014

O mais falante dos batedores, o líder dos conservadores no último Sínodo dos bispos, ou seja, o cardeal americano prefeito da Signatura apostólica Leo Burke, acabou como chefe da Ordem Militar Soberana de Malta, título honorífico que é reservado aos cardeais em final de carreira. Mas Burke possui apenas 62 anos e a decisão de Bergoglio recai no sistema de espólios que foi anunciado depois do Sínodo.

A reportagem Alberto Bobbio, publicada por Famiglia Cristiana, 10-11-2014. A tradução é de Ivan Pedro Lazzarotto.

Mas quantos são os opositores do Papa Francisco? É difícil fazer a conta de todas as obstruções à linha do pontífice. Os opositores de fato e de direito são pouquíssimos e Burke era o mais notável. Há alguns dias em uma entrevista ao periódico espanhol “Vida nueva” advertiu que a Igreja está “sem rumo”, salvo a correção feita dois dias depois em um diálogo com o portal católico internacional Aleteia de que não se referia ao Papa e que ele não queria ser opositor a Bergoglio. Mas Burke tem a vantagem de falar as coisas claramente e para a Aleteia não hesitou em falar do risco de dissidência após o Sínodo extraordinário sobre a família.

Ainda que os opositores verdadeiros e próprios sejam poucos e “marginais”, como foi sustentado há alguns dias pelo bispo Diarmuid Martin. A conta não é fácil e qualquer coisa se poderá saber ao final do turbilhão de assembleias episcopais que estão acontecendo por todo o mundo. O tema de quase todas é o ponto logo após o Sínodo sobre a família. Existem bispos muito críticos, como o Thomas Tobin, bispo de Providência nos Estados Unidos, que atacou frontalmente o Papa e também usou de ironia sobre os resultados do Sínodo, onde não venceram os progressistas: “Fiquem tranquilos, Deus ainda está no seu lugar”.

Nos Estados Unidos existe outro crítico, o bispo da Filadélfia Charles Chaput, que falou de “confusões” e depois desmentiu as suas afirmações. Na Cúria se dissimula e se obstrui. Os mais críticos são certamente o prefeito da Congregação da Doutrina da Fé Gerhard Mueller e o cardeal “ministro da economia” George Pell. Disseram claramente e por mais de uma vez que sobre a família as aberturas de Bergoglio não se encaixam bem. Na realidade na Cúria se espera a reforma dos escritórios centrais da Igreja e, as discussões teológicas e pastorais sobre os resultados do Sínodo não preocupam.

Para o final do mês está programada uma reunião plenária dos chefes de departamento onde serão tratados casos de acobertamento e de fusão dos Conselhos Pontífices e provavelmente de Congregações. Para entender quem está e quem não está com o Papa Francisco é preciso esperar. Mas pode ser também que seja um exercício inútil. Como explicou o cardeal Walter Kasper há poucos dias em uma conversa com a “Catholic University of America” em Washington, ao Papa argentino “não se podem aplicar sistemas desgastados”: “Não é um liberal, mas um radical, no sentido que vai à raíz das coisas e dos raciocínios”.  E andar à raíz significa andar ao Evangelho e tumultuar, como explica Kasper “a atmosfera sombria que se instalou sobre a Igreja como um mofo”.

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