Bispo americano diz que o processo do Sínodo foi “bastante protestante”

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23 Outubro 2014

Dom Thomas Tobin, da Diocese de Providence, no estado de Rhode Island, EUA, pediu aos católicos para “relaxarem” após o agitado Sínodo sobre a família, ao mesmo tempo expressando preocupação quanto à forma como os bispos, os cardeais e até mesmo o papa se comportaram no começo deste mês.

“Já não aprendemos que provavelmente não seja uma boa ideia publicar relatórios meia-boca de debates francos sobre assuntos sensíveis, especialmente quando sabemos que os meios seculares de comunicação irão tomar para si as discussões preliminares em vista de suas próprias agendas?”, perguntou o religioso no sítio de sua diocese.

A reportagem é de Michael O’Loughlin, publicada por Crux, 21-10-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Num artigo intitulado “Pensamentos aleatórios a respeito do Sínodo sobre a família”, Tobin disse ser um “desafio enorme manter intocada a pureza doutrinal enquanto, ao mesmo tempo, se responde às necessidades vivenciais, pessoais e difíceis das pessoas casadas e das famílias”.

Ele argumentou contra aquilo que chamou de uma insinuação do papa de que a Igreja “se acomode às necessidades dos tempos”. Se isso acontecer, escreveu, “a Igreja corre o perigo de perder a sua coragem, a sua voz contracultural e profética, uma voz que o mundo necessita ouvir”.

“O Papa Francisco gosta de ‘fazer bagunça’. Missão cumprida”, escreveu Tobin.

O religioso manifestou apoio ao cardeal Raymond Burke, prelado destacado da direita católica que deverá será tirado de seu cargo no Vaticano, sendo assim rebaixado, no próximo mês. Tobin chamou Burke de um “porta-voz de princípios, articulado e destemido, um defensor dos ensinamentos da Igreja”.

Tobin, conhecido como um bispo franco e conservador em termos sociais, se perguntou como o Concílio Vaticano II se pareceria “caso as mídias sociais existissem”, e se os bispos americanos seguirão a estrutura do Sínodo durante o encontro deles em novembro, na cidade de Baltimore.

“O conceito de se ter um organismo representativo da Igreja votando em questões doutrinárias e soluções pastorais me parece ser bastante protestante”, escreveu.

Os comentários do bispo vieram um dia depois de o arcebispo da Filadélfia, Dom Charles Chaput, liderança conservadora na hierarquia americana, dizer que ficou “bastante incomodado” com os debates sobre os ensinamentos da Igreja a respeito das pessoas homossexuais e dos católicos casados novamente no civil ocorridos este mês no Vaticano, afirmando que isto enviou uma mensagem confusa ao mundo e que “confusão é do diabo”.

Numa palestra dada segunda-feira em Manhattan, Chaput também insinuou que, na esteira das decisões judiciais legalizando o casamento homoafetivo em mais de 30 estados do país, os sacerdotes católicos pudessem considerar a exclusão de se certificar os casamentos civis como um sinal de “resistência baseada em princípios”.

Chaput deverá receber o Papa Francisco na Filadélfia no próximo ano, em setembro, para o Encontro Mundial das Famílias, e suas críticas abriram caminho para queixas de outros religiosos conservadores que se chatearam ao ver Francisco incentivando discussões francas entre os 190 cardeais e bispos no Sínodo sobre a família, ocorrido no Vaticano este mês.

O arcebispo de 70 anos da idade, que não participou do evento, fez estes comentários em resposta a uma pergunta após uma palestra realizada pela revista First Things.

“Fiquei muito chateado com o que aconteceu” no Sínodo, disse Chaput. “Eu acho que a confusão é do diabo, e penso que a imagem pública que daí decorreu foi uma imagem de confusão”.

Mesmo assim, segundo ele houve elementos de valor no Sínodo.

“Nós também precisamos agradecer a Deus pelo dom deste momento atual e difícil”, acrescentou. “Isso porque o conflito sempre faz duas coisas: ele purifica a Igreja e esclarece o caráter dos inimigos que a ideiam”.

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