“Misericórdia não significa “bonismo” ou ser fracos”, afirma dom Bruno Forte

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Por: Jonas | 22 Outubro 2014

Misericórdia não significa ‘bonismo’ ou ser ‘fracos’”. Foi o que disse o secretário especial do Sínodo que se encerrou no Vaticano, o arcebispo de Chieti, Bruno Forte, famoso teólogo que nas duas semanas sinodais teve um papel fundamental na coordenação do trabalho e na redação dos textos.

A entrevista é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 20-10-2014. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Qual a sua opinião a respeito do resultado final do Sínodo?

Muito positivo, porque houve um amplo consenso sobre todos os pontos do relatório final, inclusive os que não obtiveram dois terços dos votos, foram aprovados por uma maioria significativa, muito mais consistente do que os 50% mais um.

A Igreja está dividida?

Pelo contrário. Parece-me que houve uma convergência dos padres sinodais ao redor do Papa. Ainda que o debate tenha sido franco, ainda que tenhamos discutido muito, todos trataram de manifestar sua proximidade às famílias, especialmente para com aquelas que vivem em situações de dificuldade. Todos somos pastores em contato com as pessoas e advertimos esta prioridade: anunciar a todos o amor de Deus.

No entanto, os parágrafos em que se fala sobre os sacramentos aos divorciados em segunda união ou sobre os homossexuais não obtiveram dois terços...

No caso do parágrafo sobre as pessoas homossexuais foram citados dois textos do magistério, já assimiladas pela Igreja. Ao passo que no caso dos divorciados em segunda união foram propostas duas posturas que surgiram do debate sinodal. Sendo assim, a votação não pode ser interpretada como um dissentimento frente a algo, porque, repito, as duas posturas foram citadas. Acredito que o sentido da votação poderia explicar a necessidade de refletir e de ainda amadurecer. O Papa quer que a reflexão continue, e agora todo relatório final conflui no texto que será enviado às Igrejas locais. Estamos caminhando, estamos trabalhando.

Alguns apontaram que o senhor foi o autor da polêmica passagem do relatório de trabalho sobre os homossexuais, que depois foi modificado no texto final. Isso é sem sentido?

Devo precisar: certamente, não sou o único autor, nem o redator material. Eu coordenava o trabalho de redação. Não há um único autor...

E, em seguida, vem a passagem que provocou maiores debates na assembleia...

Parece-me que não faltou fidelidade em relação aos conteúdos expressados durante o debate. De qualquer forma, o texto final é claro: a Igreja se opõe à comparação entre o matrimônio e as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Ao mesmo tempo, acolhe as pessoas e não as discrimina.

Muitos acreditam que o novo texto é um passo para trás. O senhor compartilha desta opinião?

Vivendo o Sínodo de dentro, não encontrei nada parecido! Senti, ao contrário, uma profunda continuidade. O Sínodo foi muito mais sereno do que mostraram os meios de comunicação. Claro, houve uma grande liberdade de palavra e houve acentos e posturas diferentes. Porém, todos somos pastores que buscam o bem das pessoas. Cada vez mais nos preocupamos em conjugar a doutrina com a misericórdia, sem cair na rigidez ou no “bonismo”, estas tentações das quais falou o Papa.

Então, por que nem sequer a versão corrigida sobre os homossexuais obteve os dois terços dos votos?

Talvez alguém tenha manifestado dissentimento porque gostaria que se dissesse muito mais. Ou deixou o argumento entrar por um ouvido e sair por outro. Mas, gostaria de recordar que a mensagem fundamental dirigida às pessoas homossexuais é a mensagem central do pontificado de Francisco: o anúncio da fé e da misericórdia, que não significa nem “bonismo”, nem ser fracos.

E os sacramentos aos divorciados em segunda união?

A questão doutrinal é clara: não se toca na indissolubilidade do matrimônio. A questão pastoral se relaciona com a pergunta sobre quais são as situações ou as circunstâncias pelas quais seria possível acolher estas pessoas ao sacramento da penitência e à eucaristia. Há situações em que isto já acontece, por exemplo, no caso de enfermidades graves ou diante da proximidade da morte. Poderia haver outras circunstâncias específicas? Devemos escutar as Igrejas locais para compreender quais são os casos em que esta necessidade aparece com mais força.

Há sacerdotes e inclusive bispos que, às vezes, já concedem os sacramentos...

Efetivamente, alguns padres sinodais apontaram que, às vezes, isto já acontece. Talvez por isso seja necessário dar uma direção clara.

Qual é a caminhada que começa a partir de agora e que culminará com o Sínodo de 2015?

Eu a vejo, sobretudo, como um decurso sereno. Há muita confiança nas Igrejas locais, no escutar, nas hipóteses, nas análises e, finalmente, nas propostas. Há necessidade de uma enorme liberdade de expressão e de escutar na verdade e na caridade, em sintonia com o que aconteceu neste Sínodo. A última palavra é do Papa, e todos concordamos com isso: o poder das chaves, por ser vigário de Cristo e sucessor de Pedro, é seu.

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