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09 Outubro 2014

Terceiro maior colégio eleitoral, com 12 milhões de votantes, o Rio corre longe do embate que domina o país há 20 anos: PT x PSDB. É o famoso Fla x Flu eleitoral, mas que deveria se chamar Corinthians x Palmeiras, o antigo Derby Paulista, porque não há coisa alguma de carioca nele.
Além da ausência de um tucano e da presença pouco expressiva de petista na disputa pelo governo estadual - Lindbergh Farias (PT) ficou em quarto lugar, com 10% dos votos, menos de 800 mil--, os dois partidos foram condenados à representação parlamentar entre irrisória e ridícula. PT teve 8% dos votos; PSDB, 3,3%.

O comentário é de Paula Cesarino Costa, jornalista, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, 09-10-2014.

Da bancada de 46 deputados federais eleitos no Estado, liderados por oito peemedebistas, o PT manteve os cinco deputados e o PSDB perdeu um dos dois que tinha.

O campeão de votos foi Jair Bolsonaro (PP), e a segunda colocada, Clarissa Garotinho (PR). Dos cinco eleitos do PSOL em todo o país, três são do Rio. A bancada reflete o Estado, entre esfarelado e multifacetado.

O destaque ficou com herdeiros de caciques políticos locais (filhos de Garotinho, Sérgio Cabral, Cesar Maia, Jorge Picciani, Roberto Jefferson). Xerife evangélico do PMDB, Eduardo Cunha foi o terceiro mais votado, cacifando-se como candidato à presidência da Câmara em 2015.

Na Assembleia, a situação é pior para petistas e tucanos. Das 70 cadeiras, o PT tem seis, e PSDB, apenas duas. O PSOL elegeu cinco, sendo Marcelo Freixo o mais votado (350 mil votos), à frente do trio de ferro: Wagner Montes (PSD), Flávio Bolsonaro (PP) e Samuel Malafaia (PSD).

Um dado revela o caráter único da personalidade eleitoral do Rio: a soma de nulos e brancos para governador - 1,7 milhão - foi superior à votação do segundo colocado Marcelo Crivella (PRB) - 1,6 milhão. Pezão teve 3,2 milhões. É o único Estado em que nulos e brancos deveriam ter ido ao 2º turno. Com chance de ganhar.

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