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10 Setembro 2014

Artista de rua radicado em Roma, Mauro Pallotta estava lendo uma história em quadrinhos do Super-Homem enquanto assistia a um documentário sobre o pontífice, quando lhe ocorreu a seguinte ideia: Por que não criar um mural do Papa Francisco como sendo um super-herói?

Assim, numa noite fria em janeiro deste ano, o sujeito de 42 anos que atende pelo nome de MauPal pôs-se rapidamente a pendurar uma imagem do papa num muro próximo do Vaticano, enquanto sua namorada vigiava o local. O mural mostrando um papa voador vestido de batina com o seu punho erguido a la Superman virou um hit imediato. Até mesmo o Vaticano tuitou uma imagem do mural.

A reportagem é de Liam Moloneym, publicada pelo The Wall Street Journal, 05-09-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Dentro de 48 horas, as autoridades romanas removeram o mural de MauPal, mas a obra se tornou o exemplo mais conhecido de uma tendência crescente entre os artistas de rua, os quais vêm se inspirando no atual papa.

“Ele é o nosso super-herói”, disse MauPal, quem criou outros murais papais noutras cidades e que deu ao pontífice, numa audiência geral em fevereiro, uma pequena tábua com o desenho do mural inscrito.

Outra pintura feita por um artista anônimo – desta vez retratando um Papa Francisco sorridente numa bicicleta indo em direção ao observador – apareceu nas proximidades do Vaticano há poucos dias, além de um mural papal em Buenos Aires, cidade natal do religioso. Em junho, um grafite preto e branco assinado pelo artista de rua britânico Banksy contendo o Papa Francisco acenando e andando numa Vespa surgiu no principal bulevar que leva até a Basílica de São Pedro.

A popularidade deste papa como sujeito para a arte de rua tem certa ironia. Na época da Renascença, os papas contratavam grandes artistas, tais como Rafael, Sandro Botticelli e Ticiano, para pintarem seus retratos. Por outro lado, os murais são considerados a forma mais pobre de arte, frequentemente virando o nariz para o establishment e procurando liberar a arte dos limites de museus e museus.

“O Papa Francisco é perfeito na qualidade de sujeito para uma arte que nasceu das pessoas comuns”, diz Stefano Antonelli, da galeria romana 999Contemporary, especializada em arte de rua. “Ele é um de nós”.

A região de origem ancestral do Papa Francisco, no norte da Itália, está apoiando uma iniciativa popular ao organizar uma competição que irá construir um mural enorme, de 37 metros, que vai incluir a imagem do papa e que deverá marcar a visita que o religioso pode fazer no próximo ano.

A agência de turismo da localidade de Migliandolo, uma aldeia com 600 moradores localizada a cerca de 50 quilômetros de Turin e que fica próximo da região de origem ancestral de Bergoglio, espera receber até 50 inscrições até o fim do ano. Os organizadores estão oferecendo um prêmio de 1 mil euros ao vencedor, que ficará encarregado de cobrir uma parede municipal que atualmente está repleta de pichações ofensivas, frases sobre futebol e declarações de amor.

Esta tendência artística gerou algumas críticas. Não muito depois que as autoridades municipais de Roma tiraram o mural de MauPal, os vereadores desenvolveram a ideia e permitiram que o artista francês Christian Guemy retratasse um Papa Francisco alegre estampando-o nas Escadarias da Praça de Espanha, em Roma.

O movimento que ocorreu para que permitissem o mural, o qual desde então se tornou o local predileto para as “selfies”, não agradou a MauPal. Já quanto ao artista francês, que atende pelo apelido C215, acabou recebendo algumas críticas por parte de artistas franceses, onde o clericalismo é forte.

Enquanto isso, o próprio papa tentou minimizar todo este movimento a seu respeito, dizendo a um jornal italiano no começo do ano que não gostaria de ser retratado como um super-herói.
“O papa é um homem que sorri, chora, dorme e tem amigos como qualquer outra pessoa”, contou ao Corriere della Sera em março. “Uma pessoa normal”.

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