Rouco Varela. Nascido para mandar obedecendo

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Por: André | 01 Setembro 2014

“Apesar da sua aparência frágil e suave, Rouco, rochoso e sábio, é um homem resistente e muito seguro de si mesmo”, escreve Juan G. Bedoya, em artigo publicado no jornal espanhol El País, 28-08-2014. A tradução é de André Langer.

 
Fonte: http://bit.ly/XZgDiX  

Eis o artigo.

Quando Bergoglio, hoje Francisco, começou a reunir votos no conclave e sua eleição já se anunciava como certa, Rouco (foto) fez uma última tentativa a favor do seu candidato, o italiano Angelo Scola. Aconteceu durante o almoço na residência Santa Marta, onde os eleitores estavam fechados a chaves (isso significa conclave). “Bergoglio está sem um pulmão”, comentou com sua voz baixa. Um partidário do prelado argentino, conhecendo as intenções de seu par em Madri, esteve pronto para a defesa: “E a você falta um rim e isso não o impede de conduzir sua diocese e de presidir a conferência episcopal”. Salvo que a Francisco não lhe falta um rim, mas apenas uma pequena parte extirpada quando era jovem, a história reflete o afã intervencionista do cardeal espanhol, o mais poderoso na Espanha desde Cisneros.

Apesar da sua aparência frágil e suave, Rouco, rochoso e sábio, é um homem resistente e muito seguro de si mesmo. Sua carreira é impressionante: aos nove anos entrou no seminário de Mondoñedo, mas um caçador de talentos o escolheu para que terminasse seus estudos na Pontifícia de Salamanca, o viveiro de hierarquias. Ali se ordenou sacerdote em 1959. Outro caçador de talentos voltou a cruzar pelo seu caminho, com uma decisão que marcou o resto da sua vida: a de ir para a Universidade de Munique. Um dia, um companheiro lhe empresta algumas anotações de Teologia Fundamental. Autor: o professor Ratzinger, de quem Rouco não havia ouvido falar nem de longe.

Ficou fascinado. Aquelas leituras foram “uma verdadeira explosão”, reconheceu a José Francisco Serrano, que acaba de publicar pela Editora Planeta uma entrevista autobiográfica com o título Rouco Varela, o cardeal da liberdade. É um livro hagiográfico, mas imprescindível. Esta semana se publica outro, menos benévolo. É assinado por José Manuel Vidal e se intitula: Cardeal Rouco. Biografia não autorizada (Ediciones B). E ainda merece ser citado um terceiro, que saiu na primavera passada: O fim da era Rouco, de Juan Rubio (Península).

Ratzinger, aí está um modelo para montar na Espanha. O resto são alguns anos de docência em Salamanca, onde chega a ser vice-reitor da Pontifícia, e uma carreira episcopal que começa como auxiliar de Santiago e acabou nesta quarta-feira, dia 27 de agosto, no pontificado de Madri.

Voltando a Ratzinger, hoje papa emérito Bento XVI, sobre suas costas se deve colocar o restauracionismo e a involução para Trento do polonês João Paulo II. O Vaticano II? Foi um entusiasmo de zelotas desorientados, defendeu. É o que Rouco pensou da era Tarancón, na Espanha, zelotas um pouco vermelhos, para completar. A ideia convenceu João Paulo II de que seu homem na Espanha era Rouco, germânico, nascido para mandar obedecendo.

A Espanha, o experimento mais perigoso do laicismo reinante, queixava-se João Paulo II. Por isso, vieram [para a Espanha], ele e seu sucessor, muitas vezes em visita (duas Jornadas Mundiais da Juventude, um Encontro Mundial das Famílias, a consagração da Basílica de Gaudí...), com Rouco sempre na primeira fileira, pletórico, o preferido por aquela Roma, hoje tão diferente. “Sem Papa não há multidões”, foi seu lema. Estádios cheios, estádios cheios, pedia-lhe a Cúria. E Rouco enchia os estádios, uma e outra vez, enquanto se esvaziavam as igrejas.

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