Cardeal chileno reconhece que a Igreja “não acompanhou” as vítimas de Karadima

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Por: Caroline | 13 Agosto 2014

O cardeal arcebispo de Santiago, Ricardo Ezzati (foto), reitera que a igreja católica chilena interou-se dos abusos sexuais contra menores, pelos quais condenou-se o sacerdote Fernando Karadima “graças às denúncias dos demandantes”. Ele afirma que “não existe nenhum antecedente, nem no processo eclesiástico nem no processo civil, de que o Arcebispo de Santiago tivesse conhecimento dos abusos sexuais de Karadima, antes das denuncias terem sido feitas”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 12-08-2014. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/ZzMJAS

Os acusadores do sacerdote Fernando Karadima, Juan Carlos Cruz, James Hamilton e José Andrés Murillo, e representantes da igreja católica não chegaram a um acordo em uma nova audiência de conciliação entre as partes, na ocasião da queixa apresentada contra o Arcebispo de Santiago pedindo que a hierarquia eclesiástica reconheça sua responsabilidade, que peça perdão às vítimas e que haja uma compensação.

“A parte demandante nos confirmou, na audiência de hoje, seu desejo de não continuar os diálogos para chegarmos a uma aproximação e uma conciliação no julgamento que eles iniciaram contra o Arcebispo de Santiago”, expressou Ezzati, acrescentando que, juntamente aos advogados do arcebispo, lamenta “sinceramente que não se tenha conseguido continuar com os diálogos que ambas as partes levavam adiante de boa fé, com esforço e com o objetivo de contribuir para o processo pessoal de renovação, cura e reparação que estão vivendo os demandantes depois da dramática experiência e os graves danos que os foram provocados pelos abusos do sacerdote Karadima”.

“Durante estes meses que já passaram, expressamos aos demandantes o reconhecimento pela contribuição que suas denúncias fizeram, pois permitiram que o tema fosse conhecido pela Igreja e pela sociedade chilena, o que possibilitou comprovar os abusos e condena-los”, acrescentou Ezzati.

O chefe da igreja católica chilena assinalou que “como pastor da Igreja de Santiago, desde que assumi o governo da Arquidiocese, eu mesmo os pedi perdão de coração e compreensão pela frustração provocada pelo tempo que a investigação exigiu para comprovar os delitos, e por terem sentido que sua Igreja não os acompanhou como eles esperavam. E, nesse sentido, reiteramos durante este processo esse perdão”.

“Iniciamos este processo de conciliação com a consciência de ter visões distintas sobre alguns fatos. Tentamos aproximar essas visões para construir um relato comum que, sendo verídico, possa deixar ambas as partes em paz. Para o Arcebispo de Santiago resultava fundamental que tal acordo se construísse sobre a verdade que é a base da justiça. Neste caso, os abusos cometidos pelo sacerdote Karadima só foram conhecidos pelas autoridades da Igreja graças às denuncias dos demandantes. Efetuadas as denuncias, estas foram investigas e o sacerdote punido. Logo, a justiça civil confirmou estes fatos”, expôs.

“Não existe nenhum antecedente, nem no processo eclesiástico nem no processo civil, de que o Arcebispo de Santiago tenha tido conhecimento, antes das denuncias dos abusos sexuais de Karadima terem sido efetuadas pelos demandantes. Nesse sentido nos parece que atribuir cumplicidade e encobrimento dos abusos ao Arcebispo é injusto e contrario a verdade”, assegurou Ezzati.

“O tribunal deve resolver a controvérsia de maneira definitiva. De nossa parte, reiteramos nosso compromisso fundamental com as vítimas e nossa disposição ao diálogo com os demandantes, sempre sobre a base da verdade e o respeito mutuo”, disse o religioso.

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