Papa Francisco visita região desfavorecida da Itália e critica a falta de empregos

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07 Julho 2014

Papa Francisco almoça com moradores de rua e pessoas empobrecidas em Campobasso, Itália.

Foto: L’Osservatore Romano

Em mais um sábado de maratona, o Papa Francisco visitou a região italiana desfavorecida chamada Molise, considerada por muitos como uma região esquecida devido às suas persistentes crises econômicas, e criticou os efeitos debilitantes do desemprego.

A reportatem é de Inés San Martín, publicada por The Boston Globe, 05-07-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A curta viagem demonstrou novamente por que muitos analistas consideram o Papa Francisco o “pároco do mundo”.

Em menos de oito horas o papa embarcou numa viagem que o aproximou a mais de 150 mil pessoas, incluindo trabalhadores da indústria, agricultores, jovens, pobres e desempregados, bem como de presidiários e idosos.
“Não ter o que comer não é a pior parte de se estar desempregado”, disse Francisco.

“Podemos ir a um programa social de alimentação e nos alimentar. O problema é que o desemprego nos rouba a dignidade de trazermos alimentos às nossas mesas”, afirmou.

Com estas palavras, o papa chegou ao cerne de sua viagem: aquilo que os italianos chamam de “emergência de trabalho” que transformou Molise numa região cuja maior commodity de exportação são os imigrantes que buscam emprego. O papa falou numa universidade local na cidade de Campobasso.

Após ouvir o testemunho de uma mãe trabalhadora, Francisco se referiu à necessidade de se equilibrar a família e o trabalho, pedindo aos pais para por favor “passarem o tempo brincando com seus filhos simplesmente”.

Em seguida, Francisco instou a classe trabalhadora e os intelectuais reunidos na universidade para encontrarem respostas às questões complexas que a atual crise econômica apresenta. Segundo o pontífice, a maneira para se fazer isso é “sendo criativo a respeito do futuro”.

Outros compromissos do papa foram celebrar uma missa para 30 mil pessoas, almoçar com 60 pessoas carentes num sopão comunitário organizado pela Caritas (a agência de ajuda internacional da Igreja) e se encontrar com pessoas idosas na catedral local.

Durante a homilia, Francisco pediu aos presentes para terem um cuidado com os pequenos e excluídos, mas também com a vida comum, ou seja, com a família, com a paróquia, no trabalho e com os vizinhos.
“É a caridade do dia a dia, a caridade comum”, disse ele.

Dom Giancarlo Bregantini, bispo de Campobasso, disse que Francisco escolheu visitar a localidade porque ela é pequena, humilde e frágil”. Disse que o convite fora feito durante os últimos dias do pontificado de Bento XVI e, quando Francisco se deparou com a ideia, respondeu com a promessa de uma visita.

Esta foi a quinta viagem do Papa Francisco em visita a alguma região italiana. A última aconteceu há duas semanas, quando o pontífice viajou a Calabria, a base poderosa do crime organizado, e falou dos mafiosos como “excomungados”.

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