“A tortura é um pecado mortal”, adverte o Papa Francisco

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Por: André | 25 Junho 2014

Devemos ser capazes de “amar a quem não nos ama”. A festa de Corpus Christi convida todos a fazer-se “pão partilhado” para os demais, pois dessa maneira a vida se converte em dom. A tortura é “um pecado muito grave, mortal”. São afirmações do Papa Francisco, pronunciadas durante o Angelus deste domingo, 22, na Praça São Pedro, na Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr e publicada no sítio Vatican Insider, 23-06-2014. A tradução é de André Langer.

“O Evangelho de São João apresenta o discurso sobre o ‘pão da vida’ que Jesus fez na sinagoga de Cafarnaum, no qual afirmou: ‘Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha carne para a vida do mundo’ (Jo 6,51)”, evidenciou o Pontífice. “Jesus indica que não veio a este mundo para dar algo, mas para dar-se a si mesmo, para dar sua vida como alimento para os que têm fé n’Ele. Esta nossa comunhão com o Senhor nos compromete, a nós seus discípulos, a imitá-lo, fazendo da nossa existência, dos nossos comportamentos, pão partilhado para os demais, como o Mestre partiu o pão que é realmente sua carne”.

“Cada vez que participamos da Missa e nos alimentamos com o Corpo de Cristo, a presença de Jesus e do Espírito Santo trabalha em nós, dá forma ao nosso coração, comunica-nos atitudes internas que se traduzem em comportamentos de acordo com o Evangelho. Em primeiro lugar, a docilidade à Palavra de Deus, depois a fraternidade entre nós, o valor do testemunho cristão, a imaginação da caridade, a capacidade de dar esperança aos desesperados e de acolher os excluídos”.

Deste modo, “a Eucaristia amadurece em nós um estilo de vida cristão. A caridade de Cristo, recebida no coração aberto, muda-nos, transforma-nos, torna-nos capazes de amar, não em nível humano, sempre limitado, mas de acordo com a medida de Deus, isto é, sem medida. E qual é a medida de Deus? É sem medida” – destacou.

“Chegamos a ser capazes de amar inclusive os que não nos amam”, perguntou, inclusive se “isto é realmente difícil. Opor-nos ao mal com o bem, perdoar, compartilhar, acolher os outros. Graças a Jesus e seu Espírito, também a nossa vida converte-se em ‘pão partilhado’ para os nossos irmãos. E vivendo assim descobrimos a verdadeira alegria! A alegria de converter-se em dom, de devolver o grande dom que recebemos pela primeira vez sem nosso mérito”.

“Jesus, o Pão da vida eterna – prosseguiu –, desceu do céu e se fez carne graças à fé de Maria Santíssima. Depois de tê-lo levado com ela, com amor inefável, seguiu-o fielmente até a Cruz e a Ressurreição”. Portanto, “peçamos à Virgem para que nos ajude a redescobrir a beleza da Eucaristia, para que seja o centro da nossa vida, especialmente na Missa dominical e na adoração”.

Depois de ter recitado a oração mariana, Francisco destacou: “Queridos irmãos e irmãs, o próximo dia 26 de junho é o Dia das Nações Unidas de apoio às vítimas da tortura. Nesta circunstância reitero a firme condenação de cada forma de tortura e convido os cristãos a se comprometer para cooperar para a sua abolição e apoiar as vítimas e suas famílias. Torturar as pessoas é um pecado mortal, um pecado muito grave”. E depois concluiu: “Rezem por mim, rezem por mim. E até logo”. Assim o Papa Francisco se despediu com um sorriso dos fiéis que estavam na Praça São Pedro, milhares apesar do calor.

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