Assad vence eleição em meio a caos humanitário provocado por guerra civil

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Por: Jonas | 05 Junho 2014

O atual líder da Síria, Bashar al-Assad, ganhou as eleições presidenciais realizadas na terça-feira (03/06) e assume um novo mandato com 88,7% dos votos, após 14 anos no poder.

A reportagem é de Patrícia Dichtchekenian, publicada por Opera Mundi, 04-06-2014.|

Com o resultado, a estratégia geopolítica de Estados Unidos e União Europeia sai derrotada, isso depois de financiarem - inclusive militarmente – opositores sírios, acusados de crimes e também responsáveis pelo desastre local. Washington anunciou que não reconhecerá o pleito sírio, o que deve levar a questão novamente para o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), onde a Rússia já usou seu poder de veto.

Junto à China, Moscou aponta que as medidas se concentram em sanções ao governo de Assad e não aos membros dos grupos opositores, além de apontar a tentativa de legitimação de uma intervenção militar estrangeira, ao estilo da realizada na Líbia de Muamar Kadafi. Pequim chegou a dizer em 2012 que as resoluções basicamente adotavam “o lado da oposição em um conflito descrito como guerra civil por entidades como a Cruz Vermelha”.

Nesse cabo de guerra entre potências orientais e ocidentais, a única certeza da ONU é: o cenário da Síria não parece nada favorável e seu futuro, pouco promissor. Divulgado na última sexta-feira (28/05), um relatório das Nações Unidas aponta que três em cada quatro sírios vivem na pobreza e mais da metade da população (54,3%) está em situação de extrema pobreza. Ou seja, sem acesso a itens alimentares e não-alimentares básicos e necessários para a sobrevivência. Além de o número de baixas estar próximo da casa de 160 mil pessoas, estima-se que pelo menos 520 mil - quase 3% da população - foram mutilados, feridos ou mortos no conflito que se arrasta há três anos.

Coletados entre julho e dezembro de 2013, os dados apontam que quase metade da população (45%) fugiu de sua residência desde o início da guerra civil. Consequentemente, pelo menos 2,35 milhões deixaram a Síria como refugiados, enquanto que 1,54 milhão de sírios vivem em outro país na condição de imigrantes não-refugiados. A isso, soma-se o número de deslocados internos, que aumentou para 1,19 milhão de pessoas.

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