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Por: Jonas | 28 Maio 2014

Entre os livros publicados recentemente sobre crise econômica, desigualdade e crescimento da pobreza, há dois que chamam a atenção por terem sido escritos pelos protagonistas desta crise: “A Fighting Chance”, de Elizabeth Warren, e “Stress Test. Reflections of the Financial Crisis”, de Timothy Geithner.

A reportagem é de Arturo Balderas Rodríguez, publicada por Rebelión, 27-05-2014. A tradução é do Cepat.
 
Elizabeth Warren, senadora democrata, professora da Universidade de Harvard e uma das figuras femininas mais destacadas na política estadunidense, conta anedótica e trivialmente como chegou a presidir a Comissão Senatorial que supervisionou o programa de apoio para salvar a economia, conhecido como TARP, em 2008. Depois, serviu como assessora do secretário de Tesouro, no escritório de proteção financeira do consumidor, e por último foi eleita para o Senado.

A partir da experiência que significou para seu pai a perda do emprego e a precária situação posterior, explica sua solidariedade com milhões em uma situação semelhante. Sua paixão em defender as famílias que se declaram falidas ao não poder cumprir com as draconianas condições dos bancos, no pagamento de créditos, fez com que escrevesse livros sobre os antecedentes e as consequências da lei de falência. Apresenta os motivos que a levaram a criticar Geithener, em sua participação como secretário do Tesouro no resgate dos bancos, e por não ter ampliado os recursos para a recuperação econômica, em especial para aqueles que perderam sua casa na onda de quebras familiares pelo naufrágio do mercado imobiliário.

Em campanha como senadora, suas incendiárias declarações a converteram em uma das figuras mais visíveis na corrente progressista do Partido Democrata. Em um de seus discursos mais memoráveis, recordou aos donos de corporações: “Ninguém neste país se tornou rico por si mesmo. Os produtos chegam aos consumidores pelos caminhos que todos nós pagamos...”. Seu livro deixa lacunas em torno das soluções para superar a voracidade e os problemas no mercado financeiro e imobiliário, mas não por conta disso a narração, ausente de erudição acadêmica, perde a importância.

Em contraste, Geithner defende e explica a razão de seu limitado apoio para aumentar os recursos destinados à reativação da economia, em momentos em que, na avaliação de muitos especialistas, era imperativo ampliá-los. Vale comentar, em um próximo momento, o livro de Geithner, um interessante relato sobre o assunto.

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