Candidatura em SP abre crise no PSOL e atinge chapa de Randolfe

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27 Maio 2014

O processo de definição do candidato do PSOL ao governo de São Paulo abriu uma crise nacional no partido e gerou atritos que atingiram a candidatura à Presidência do senador Randolfe Rodrigues (AP).

A reportagem é de Cristiane Agostine, Guilherme Serodio e Raphael Di Cunto, publicada pelo jornal Valor, 26-05-2014.

Com a desistência do lançamento do filósofo e professor da USP Vladimir Safatle, o partido tenta evitar a saída de Luciana Genro da vaga de vice na chapa presidencial e o aumento da divisão interna da sigla. Sem Safatle, principal aposta para atrair o voto dos manifestantes que foram às ruas em 2013, lideranças do PSOL temem o enfraquecimento de Randolfe, que tende a ser prejudicado sem um forte puxador de votos no maior colégio eleitoral do país.

Diante da crise, o comando nacional do PSOL deve se pronunciar até amanhã sobre a escolha do candidato em São Paulo e o gesto feito por Luciana Genro. Na semana passada, depois de divergências de Safatle dentro do partido em relação à estrutura e ao financiamento da campanha, o diretório paulista lançou a pré-candidatura do historiador Gilberto Maringoni. Contrariada com a decisão, Luciana ofereceu a vice na chapa nacional ao PSTU, como forma de pressionar o comando estadual de São Paulo a rever a decisão.

O presidente do diretório estadual, Paulo Búfalo, no entanto, disse que a escolha do candidato já foi feita e deve ser confirmada na convenção partidária, no próximo mês. "O partido não consegue atender à expectativa financeira de Safatle e ele nunca colocou de fato a candidatura. O nosso candidato é Maringoni. Não há possibilidade de mudarmos esse posicionamento", afirmou. Para o dirigente, a escolha de um nome menos conhecido não atrapalhará o desempenho eleitoral. "O PSOL vai às ruas centrado em um programa, não em torno de um nome", disse.

Safatle reclamou da falta de prioridade do partido em relação à sua pré-candidatura e disse que só foi avisado da falta de estrutura e de recursos em abril. "Fui convidado a ser candidato e pela primeira vez me filiei a um partido. Nunca pleiteei. O partido não resolveu as questões sobre aliança e financiamento e não pude aceitar ser candidato", disse. "Eu mesmo fui atrás de financiamento para a campanha e quando comecei a levantar algo minimamente possível de recursos, eles definiram outro candidato", reclamou. O filósofo descartou candidatar-se neste ano. "O partido em São Paulo virou uma guerra. Tive e-mails privados divulgados à imprensa. Como esperar algo minimamente viável depois disso?" Safatle, no entanto, disse que continuará no PSOL.

Liderança do partido no Estado, Maurício Costa afirmou que a falta de um palanque forte em São Paulo vai prejudicar Randolfe. "São Paulo, além de ser o maior colégio eleitoral do país, é um foco que irradia política. Basta ver as manifestações de junho, que ganharam mais força no Estado e até peso internacional", disse. Costa, que foi um dos coordenadores da pré-candidatura do filósofo, disse acreditar que ainda é possível reverter a decisão do diretório e lançar o professor. "Safatle foi um dos estudiosos que mais escreveu e tentou entender esse movimento e daria uma grande contribuição para o debate eleitoral", disse.

O presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, evitou falar sobre a decisão do diretório estadual, mas minimizou o impacto eleitoral sobre a candidatura de Randolfe. "Lógico que quanto mais forte um candidato local, melhor para nós no plano nacional. Mas nosso objetivo é disputar o voto dos insatisfeitos, dos que foram às ruas e faremos isso com base em um programa. Qualquer nome vai encarnar as demandas expostas nas ruas".

O dirigente afirmou que o partido ainda está discutindo a possível desistência de Luciana Genro.

O gesto feito por Luciana, no entanto, acirrou os ânimos de lideranças fora de São Paulo. No Rio, Milton Temer criticou-a e disse que a pré-candidata a vice só colocou o cargo à disposição porque Randolfe tem tido um desempenho fraco nas pesquisas de intenção de voto. No Ibope divulgado na quinta-feira, o senador não pontuou. "A coisa é tão confusa que é fácil colocar cargo à disposição", disse Temer.

O deputado federal Chico Alencar (RJ) reclamou do oferecimento da vaga de vice ao PSTU. Segundo Alencar, o aliado cobra um preço alto demais nos Estados, principalmente no Rio, onde Ciro Garcia quer dividir os votos da eventual coligação à Câmara Federal. Com isso, o PSOL deve ter dificuldade para ampliar a bancada federal, hoje com três deputados.

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