Para Piketty, “o Financial Times se ridiculariza”

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Por: André | 26 Maio 2014

Em sua edição de sábado, o jornal econômico britânico ataca duramente as conclusões do livro do economista francês, O Capital no Século XXI.

 
Fonte: http://bit.ly/1guiKmF  

A reportagem é de Christian Losson e Iris Deroeux e está publicada no jornal francês Libération, 24-05-2014. A tradução é de André Langer.

O economista francês Thomas Piketty (foto) defendeu, no sábado, as conclusões do seu último livro sobre o aumento das desigualdades econômicas no mundo, após as críticas feitas pelo Financial Times (FT).

Em sua edição de sábado, o jornal britânico do mundo dos negócios apontou os erros de cálculo cometidos por Thomas Piketty em O Capital no Século XXI – que se tornou, desde a sua publicação, um fenômeno editorial –, o que teria falsificado suas conclusões.

“Os dados que temos sobre as rendas são imperfeitas, mas outros como as declarações de sucessão são mais confiáveis. Eu fiz isso com toda a transparência, eu coloquei tudo na internet”, declarou o economista à AFP.

“O Financial Times é desonesto quando dá a entender que isso muda as coisas nas conclusões quando na verdade não muda nada. Estudos mais recentes confirmam as minhas conclusões, utilizando fontes diferentes das minhas”, acrescentou.

A tese central do seu livro repousa sobre a ideia segundo a qual as desigualdades econômicas estão voltando para níveis vistos pela última vez antes da Primeira Guerra Mundial.

“O FT se ridiculariza”

Thomas Piketty também mostrou, ao analisar a classificação das maiores fortunas publicadas ao longo dos últimos 30 anos, que elas avançaram três vezes mais rapidamente que a renda média.

“O FT se ridiculariza, porque todos os seus confrades reconhecem que as altas rendas aumentaram mais rapidamente”, insistiu Piketty, convidando o jornal britânico a publicar suas próprias séries de dados.

Recebido em meados de abril na Casa Branca e no ministério americano das Finanças, o economista francês participou de colóquios e conferências nos Estados Unidos e na Europa, com o objetivo de denunciar a extrema concentração das riquezas e defende uma taxação maior do capital através, especialmente, de um imposto mundial.

Perguntado sobre as vendas do seu monumental livro de quase mil páginas, Piketty respondeu que elas atingiram, na quinta-feira, os 100.000 exemplares na França (Éditions de Seuil) e os 400.000 nos Estados Unidos, Reino Unido e no resto do mundo de fala inglesa (Harvard University Press).

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