Superior dos jesuítas viaja a Cuba para celebrar os 200 anos da restauração da Companhia

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28 Abril 2014

O prepósito-geral da Companhia de Jesus, padre Adolfo Nicolás Pachón (Villamuriel de Cerrato, 29 de abril de 1936), sucessor do padre Peter Hans Kolvenbach desde 19 de janeiro de 2008, visitará Havana, em Cuba, entre os dias 2 e 4 de maio próximos.

A reportagem é de Luis Badilla, publicada no sítio Il Sismografo, 24-04-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O padre Kolvenbach visitou a ilha em 2007, durante sete dias. A visita do padre Nicolás faz parte das celebrações locais e regionais dos 200 anos da restauração da Companhia de Jesus. Também esperam pelo padre Nicolás outros compromissos com os seus coirmãos da Região Independente de Cuba que, desde o dia 31 de julho do ano passado, faz parte da Província das Antilhas (com Miami, nos EUA, Porto Rico e República Dominicana). Atualmente, o superior delegado de Cuba é o padre Juan Miguel Arregui.

Os jesuítas chegaram a Cuba no século XVI (em agosto de 1556): concretamente, os três primeiros missionários jesuítas chegaram em Havana, quando a cidade tinha apenas 300 habitantes. Na realidade, o padre geral da época, São Francisco Borgia, tinha enviado os três jesuítas para San Agustín de la Florida, mas o navio parou no porto de Havana para pedir informações sobre como chegar ao destino previsto. Esses três primeiros jesuítas permaneceram em Cuba por quatro meses.

O prepósito, padre Nicolás, vai celebrar o bicentenário na paróquia do Sagrado Corazón de Jesús y San Ignacio de Loyola, conhecida como Igreja da Rainha. Essa igreja, majestosa e imponente, em estilo neogótico, a mais alta de Cuba, é muito amada e frequentada pelos fiéis da capital cubana. A sua torre, de 50 metros de altura, é bem visível de qualquer ponto da cidade.

De Cuba e dos domínios de Carlos III, os jesuítas foram expulsos no inverno de 1767. Depois do triunfo da revolução cubana, depois de diversas tensões graves com as novas autoridades, no dia 17 de setembro de 1961, 26 jesuítas foram expulsos da ilha, e o famoso Colégio Belén, onde Fidel Castro estudou por alguns anos, teve que fechar. Da Companhia, 48 sacerdotes permaneceram na ilha.

Atualmente, em Cuba, os jesuítas são pouco menos de 30 e são responsáveis por cinco paróquias em cidades importantes: Havana, Camaguey, Cienfuegos, Matanzas (Colón) e Santiago de Cuba.

Há um ano, entre os dias 7 e 11 de maio, reuniu-se em Havana a assembleia da CPAL, a Conferência dos Provinciais da América Latina, da qual também participaram como convidados os superiores de Haiti, Guiana, Jamaica e Belize.

Atualmente, os jesuítas são mais de 17 mil jesuítas espalhados em 122 países do mundo. No dia 1º de janeiro de 2013, os jesuítas do mundo eram 17.287 (dos quais 12.298 sacerdotes, 1.400 irmãos, 2.878 escolásticos e 711 noviços). A diminuição em relação ao ano anterior foi de 337 membros.

Em 40 anos, de 1974 a 2013, os membros da Companhia de Jesus caíram de 29.436 para 17.287. O único continente onde, em 2013, registrou-se um aumento de jesuítas foi a África (+16 membros), enquanto a região com a maior diminuição em valor absoluto foi a Europa meridional (-89 membros), de cuja "assistência" a Itália faz parte.

No entanto, considerando apenas os noviços, a Europa meridional e os Estados Unidos registram um aumento de 2012 para 2013. Por fim, a Ásia meridional (particularmente a Índia) é a região com o maior número de jesuítas (4.016).

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