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14 Abril 2014

"O Decreto 'Presbyterorum ordinis' é taxativo: 'Nenhuma comunidade cristã se edifica sem ter a sua raiz e o seu centro na celebração da santíssima Eucaristia, a partir da qual, portanto, deve começar toda a educação do espírito comunitário' (PO 6)", escreve Paulo Suess, doutor em Teologia Fundamental, em artigo publicado em seu Blog, 09-04-2014. 

Eis o artigo.

Na recepção pelo Papa Francisco, entreguei um pequeno texto sobre o fato de que 70% das nossas comunidades estão sem eucaristia. Confrontei a realidade com textos do magistério da Igreja. O papa me respondeu: “Eu falei aos bispos no Rio que, particularmente, na Amazônia precisam ter coragem e propor soluções.”


Carência eucarística segundo Aparecida

“O número insuficiente de sacerdotes e sua não equitativa distribuição impossibilitam que muitíssimas comunidades possam participar regularmente na celebração da Eucaristia. Recordando que a Eucaristia faz Igreja, preocupa-nos a situação de milhares dessas comunidades privadas da Eucaristia dominical por longos períodos de tempo” (DAp 100e).

Lamento dos bispos da Amazônia legal

Em sua “Carta do Primeiro Encontro da Igreja Católica na Amazônia legal”, de 2 de novembro de 2013, os bispos da região lamentam: “Causa-nos uma profunda dor ver milhares de nossas comunidades excluídas da eucaristia dominical. A maioria delas só tem a graça de celebrar o Memorial da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor uma, duas ou três vezes ao ano.”

O Decreto “Presbyterorum ordinis” é taxativo: “Nenhuma comunidade cristã se edifica sem ter a sua raiz e o seu centro na celebração da santíssima Eucaristia, a partir da qual, portanto, deve começar toda a educação do espírito comunitário” (PO 6). Também a Constituição Dogmática “Lumen gentium” fala da Eucaristia como “fonte” e “ponto culminante de todas a vida cristã” (LG 11). Torna-se urgentemente necessário criar estruturas em nossa Igreja para que os 70% de comunidades, que hoje estão excluídos da celebração eucarística dominical, possam participar da “fração do pão” (At 1,42), do “sacramento da piedade, sinal de unidade, vínculo da caridade, banquete pascal” (SC 47).

Valor da Eucaristia segundo Aparecida

“A ação de graças a Deus pelos numerosos e admiráveis dons que nos outorgou culmina com a celebração central da Igreja, que é a Eucaristia, alimento substancial dos discípulos e missionários” (DAp 25; cf. 363).

A comunhão trinitária na Igreja “tem seu ponto alto na Eucaristia, que é princípio e projeto da missão do cristão” (DAp 153).

“Os fiéis devem viver sua fé na centralidade do mistério pascal de Cristo através da Eucaristia, de maneira que toda a sua vida seja cada vez mais vida eucarística. A eucaristia, fonte inesgotável da vocação cistã é, ao mesmo tempo, fonte inextinguível do impulso missionário (DAp 251).

“Sem uma participação ativa na celebração eucarística dominical e nas festas de preceito, não existirá um discípulo missionário maduro” (DAp 252).

Responsabilidade eclesial

A Igreja é responsável para esta situação. Ela deve fazer tudo para que milhares de comunidades, privadas do pão de cada dia, não sejam também privadas da celebração do Sacramentum caritatis (SCa), da celebração do amor, da cruz e da ressurreição que vivem a cada dia.

Proposta

Se “a salvação das almas deve ser sempre a lei suprema” (Cân. 1752) como o Direito Canônico afirma, deve ter soluções. A Igreja, que é sacramento de vida, assume coletivamente essa carência e a sana coletivamente: um grupo de viri probati celebra em conjunto a Eucaristia. A Igreja os convoca e encarrega para fazer comunitariamente, o que nenhum deles pode fazer sozinho. O vínculo com a comunidade e para a comunidade, no interior de uma diocese e paróquia vai fazer da Igreja local uma “comunidade de comunidades” (DSD 58, DAp 99e, 309). SãoPaulo deixou nenhuma comunidade que fundou, sem eucaristia. Precisamos voltar aos tempos apostólicos!

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