29 de março de 1848 - Roothans, superior-geral dos jesuítas, foge de Roma disfarçado

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04 Abril 2014

Jan Roothans foi o 21º superior-geral dos jesuítas, sucedendo Luigi Fortis. A ele deve-se a preservação e o fortalecimento do espírito interno da Companhia, a publicação de uma nova edição dos Exercícios Espirituais e da Ratio studiorum, reiniciando o trabalho dos bolandistas e o lançamento da La Civiltà Cattolica. O trabalho missionário, especialmente na África, floresceu sob sua alçada.

A nota é publicada por Jesuit Restoration 1814, 29-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No entanto, em 1848, o 19º ano de seu período como superior-geral foi marcado pela onda revolucionária mais difundida na Europa, começando na França e, finalmente, terminando em partes da América Latina. Mais de 50 países foram afetados, mas sem coordenação ou cooperação entre os revolucionários de diferentes países. As revoluções, com base nas demandas das classes trabalhadoras, exigiam mais participação no governo e democracia. Esse ano extraordinário também foi marcado por uma onda de nacionalismo. Na Itália, as revoluções se espalharam pelo país, como na Sicília, e focaram a sua energia em se livrar da presença austríaca no norte.

Um ingrediente interessante na Itália foi a popularidade do Papa Pio IX. Ele era considerado um liberal e despertou as esperanças de políticos liberais e dos pobres, tanto nos Estados Pontifícios e em toda a Itália. Ele começou inúmeras reformas políticas e econômicas. Mais dramaticamente, ele perdoou centenas de presos políticos, causando frisson. Gerou grandes esperanças de uma maior influência popular no governo papal e de unificação italiana. Essas esperanças deram lugar a um grave desencanto. Pio IX, em seguida, recusou-se a liderar uma guerra italiana de libertação contra os Habsburgo na Áustria, porque esta era um reduto católico. Uma revolta violenta em Roma forçou Pio IX a fugir em novembro de 1848.

Sete meses antes do exílio do papa, os jesuítas tiveram que fugir depois de, lamentavelmente, ele ter informado que não podia mais garantir a sua segurança. O clima inconstante na Itália havia sido antecipado pelo superior-geral. Ele havia recebido do governo holandês um passaporte com o nome de Franciscus Flamand. Vestindo uma peruca escura e uma batina de padre secular, rezou muito tempo diante do túmulo de Santo Inácio e, em seguida, visitou os túmulos dos superiores que estão na Igreja do Gesù, perguntando-se se um dia iria voltar.

Às 15h, uma carruagem pertencente ao lorde Clifford, um amigo inglês, chegou para levá-lo para o Vaticano. Lá, eles embarcaram em uma carruagem postal papal que os levou até o porto de Civitavecchia, onde chegaram atrasados para embarcar em um navio que partiria para Marselha. Eles esperaram três dias para embarcar em um navio para a Sardenha.

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