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04 Abril 2014

Na internet, o contato com o outro se torna muito mais fácil, simples e cômodo: com um clicar de botões, instantaneamente temos acesso ao mundo – e o mundo pode ter acesso a nós. E o que era para ser uma inter-relação – uma ação com o outro –, muitas vezes, acaba desmoronando para uma ação sobre o outro e, facilmente, para uma ação contra o outro.

A opinião é de Moisés Sbardelotto, jornalista, doutorando em Ciências das Comunicação pela Unisinos e autor do livro E o Verbo se fez bit: A comunicação e a experiência religiosas na internet (Ed. Santuário, 2012). O artigo foi publicado na revista O Mensageiro de Santo Antônio, de abril de 2014.

Eis o texto.

“Um homem ia descendo de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes, que lhe arrancaram tudo e o espancaram. Depois foram embora e o deixaram quase morto” (Lc 10, 25-37). A parábola contada por Jesus é bastante conhecida e, infelizmente, muito atual em tempos de internet. São muitas as pessoas, especialmente crianças e jovens, que caem nas mãos de “assaltantes digitais”, que lhes arrancam tudo, espancam-nas, vão embora e as deixam quase mortas – em termos pessoais, familiares, comunitários e sociais.

A intolerância, a agressividade, a humilhação e o ódio na internet (formas de violência também chamadas de ciberbullying) não são uma novidade e se tornam cada vez mais crescentes e alarmantes. A organização britânica Ditch the Label, que combate as diversas formas de bullying, realizou em 2013 a maior pesquisa sobre ciberbullying feita até hoje, com mais de 10 mil jovens. O resultado: 7 em cada 10 entrevistados (ou 69%) são vítimas de agressões na internet. Do total, 37% sofrem as agressões em um nível considerado “altamente frequente”, e 20% experimentam modalidades de “ciberbullying extremo” diariamente. De acordo com a pesquisa, redes sociais digitais como Facebook e Twitter são as principais fontes de agressões.

Essas agressões envolvem questões de gênero, política, economia, etnia... e também religião. Até mesmo no interior de sites e páginas autodenominados católicas, a intolerância e a agressividade se fazem presentes: o “ser católico” se torna uma propriedade exclusiva de alguns poucos guardiões ferrenhos da doutrina e da moral, que se arrogam o direito de apontar “ateus”, “pagãos” e “hereges” por toda a parte, sempre com um mesmo destino: a excomunhão (ou mesmo o inferno). Pessoas que só se sentem “católicas” se tiverem um inimigo explícito a combater, sempre entrincheiradas contra eles. E, assim, a autêntica catolicidade – a universalidade do ser cristão – dá lugar ao sectarismo mais canhestro.

Há muitos elementos que colaboram com esse fenômeno, principalmente a facilidade de acesso e de uso das tecnologias digitais, e sua abrangência e disseminação como ambientes de interação pessoal e de comunicação social. Na internet, o contato com o outro se torna muito mais fácil, simples e cômodo: com um clicar de botões, instantaneamente temos acesso ao mundo – e o mundo pode ter acesso a nós. Expormo-nos e expor os outros, para o bem ou para o mal, passa a estar ao alcance das mãos. A facilidade da interação também pode se somar ao anonimato das conversas, que esconde o pior de cada um. A tecnologia que nos aproxima, ao mesmo tempo, nos distancia. Estamos “juntos”, mas às vezes não nos reconhecemos. E o que era para ser uma inter-relação – uma ação com o outro – acaba desmoronando para uma ação sobre o outro e, facilmente, para uma ação contra o outro.

E não se trata de “coisas do mundo virtual”. Bento XVI já afirmava que “o ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade cotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens”. Não existe oposição entre “mundo real” e “mundo virtual”. Há apenas um ambiente digital (ou seja, mediado por uma tecnologia específica) dentro de uma mesma realidade humana. A culpa não é da internet. O ciberbullying é apenas a versão digital de algo que já existe na vida cotidiana. A dor da ofensa recebida na internet tem o mesmo peso se fosse dita face a face – ou é até mais forte, já que na internet ela pode ser pública e acessível por qualquer pessoa, a qualquer momento, em qualquer lugar.

E aqui voltamos à parábola de Jesus. O homem ferido foi ignorado pelo sacerdote e pelo legista, que passaram “pelo outro lado”. Quem o socorreu foi um samaritano (um desconhecido, estranho, forasteiro, diferente), que “se aproximou dele, viu, e teve compaixão” (v. 33). O Papa Francisco, em sua mensagem ao 48º Dia Mundial das Comunicações, chama esse relato evangélico de “parábola do comunicador”. Na comunicação também, portanto, o desafio é superar a intolerância e a agressividade dos assaltantes, e a indiferença e o preconceito do sacerdote e do legista. Para isso, o papa propõe a proximidade: pois “comunicação é proximidade”, e “quem comunica faz-se próximo”.

Para entender o valor da proximidade, podemos recorrer a uma antiga parábola da cultura tibetana. Ela conta que um viajante caminhava sozinho pelo deserto. Lá ao longe, percebeu que algo de confuso se mexia. Começou a ter medo: na solidão absoluta, esse ser obscuro e misterioso talvez pudesse ser um animal, uma fera. Porém, o viajante avançou, se aproximou um pouco mais e entreviu que não se tratava de uma fera, mas sim de uma pessoa. O medo, contudo, não passou: ao contrário, aumentou com o pensamento de que aquela pessoa podia ser um ladrão. Mas o viajante continuou, avançou ainda mais, até estar frente a frente com o outro. Foi então que o viajante o reconheceu e, com surpresa e comoção, exclamou: “Meu irmão! Há tantos anos não nos víamos!”.

A distância gera medo. Por medo do desconhecido e do diferente, preferimos ficar longe, muitas vezes encastelados em indiferença e preconceito, ou abrindo espaço apenas para a intolerância e a agressividade. Mas, para superar o temor, é preciso me aproximar do outro. Reconhecer esse outro que me desafia – e que não era nem percebido, ou era percebido negativamente. Colocar-me frente a frente dele para reconhecer nossas semelhanças e diferenças. E também para me dar conta de que a alteridade e a heteronomia do outro são fundamentais para a constituição da minha própria identidade e autonomia pessoais.

Proximidade, portanto, não é mera tolerância ao outro. Muitas vezes, somos tolerantes porque somos indiferentes. Toleramos o diferente porque todos são indiferentes para mim: “Que façam o que quiserem, contanto que não interfiram na minha vida!”.

Proximidade também não é “ter pena” do outro. Sentir pena é tornar o outro inferior a mim, vitimizando-o e fragilizando-o ainda mais. “Eu, que estou ‘ótimo, obrigado’, sinto pena de você, que se encontra na pior”.

Proximidade não é apenas viver uma comunicação de “conto de fadas”: o conflito também é uma forma de interação. Comunica-se algo no conflito. Mas – para que não se esvazie na indiferença ou não exploda no ódio – ele deve ser superado e vivido como reconhecimento do outro na sua diferença. Trata-se de dia-logar: permitir que dois saberes diferentes se encontrem. No encontro dialógico, já dizia Paulo Freire, não há um ignorante absoluto, nem um sábio absoluto: há duas pessoas que, em comunhão, buscam saber o que ainda não sabem, ou saber mais do que já sabem. Trata-se de passar do duelo ao dueto: o outro que me assusta e me questiona se torna desafio positivo para a minha própria superação, e não obstáculo a ser ignorado ou destruído.

Na parábola evangélica, ao contrário do sacerdote e do legista, o samaritano viu no homem ferido e jogado pela estrada um ser humano. Reconheceu um “outro” semelhante a ele e “teve compaixão”. Com-padeceu-se. Viveu junto com ele aquele padecimento, aquela paixão, aquele sofrimento. Sentiu na sua própria carne a agressão dos assaltantes. E assim pôde cuidar do homem ferido, porque se fez semelhante a ele. O samaritano foi ao encontro, se fez próximo, sentiu compaixão e cuidou dele, como Jesus, que tinha a condição divina, mas não se apegou a ela. Ao contrário, esvaziou-se e assumiu a condição de servo, de ser humano, por puro amor a nós (cf. Fil 2, 6-7).

Com a parábola do bom samaritano, afirma o papa, “Jesus inverte a perspectiva”. “Não se trata de reconhecer o outro como um semelhante meu, mas da minha capacidade de me fazer semelhante ao outro”. Fazer-me próximo é ir além do mero reconhecimento indiferente ou tolerante do outro. É “fazer-me semelhante ao outro”. O maior desafio de qualquer processo comunicativo não é apenas reconhecer o outro na sua diferença – mas sim aceitá-lo e amá-lo nessa diferença. É reconhecer que somos iguais na diferença, e por isso nos “aproximamos”, criamos “proximidade”, nos fazemos próximos e nos comunicamos.

Hoje, embora nos achemos tão “desenvolvidos” tecnologicamente, precisamos resgatar com urgência alguns aspectos básicos e milenares dos processos comunicativos, como o encontro e a proximidade. Ainda temos muito a aprender com as culturas originais. As tribos africanas, nesse sentido, nos deixaram como legado o valioso princípio ético do ubuntu, que significa: “Eu sou porque nós somos”. Existo porque existimos juntos. Coexistimos. Por isso, destruir a existência do outro, na internet ou não, é destruir a todos nós. Cuidar do outro, como o bom samaritano, é cuidar de todos nós. Pois, como diz o ditado, “se todos portarem uma faca, é fácil surgir a violência. Mas, se todos carregarem violões, é fácil surgir música”.

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O samaritano digital: como superar a intolerância com a proximidade

 

Uma sugestão de imagem é a pintura “O bom samaritano”, de Van Gogh: http://goo.gl/AZewUp

Se possível, também, manter os itálicos na versão impressa. Obrigado!

 

Moisés Sbardelotto

 

Um homem ia descendo de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes, que lhe arrancaram tudo e o espancaram. Depois foram embora e o deixaram quase morto” (Lc 10, 25-37). A parábola contada por Jesus é bastante conhecida e, infelizmente, muito atual em tempos de internet. São muitas as pessoas, especialmente crianças e jovens, que caem nas mãos de “assaltantes digitais”, que lhes arrancam tudo, espancam-nas, vão embora e as deixam quase mortas – em termos pessoais, familiares, comunitários e sociais.

A intolerância, a agressividade, a humilhação e o ódio na internet (formas de violência também chamadas de cyberbullying) não são uma novidade e se tornam cada vez mais crescentes e alarmantes. A organização britânica Ditch the Label, que combate as diversas formas de bullying, realizou em 2013 a maior pesquisa sobre cyberbullying feita até hoje, com mais de 10 mil jovens. O resultado: 7 em cada 10 entrevistados (ou 69%) são vítimas de agressões na internet. Do total, 37% sofrem as agressões em um nível considerado “altamente frequente”, e 20% experimentam modalidades de “cyberbullying extremo” diariamente. De acordo com a pesquisa, redes sociais digitais como Facebook e Twitter são as principais fontes de agressões.

Essas agressões envolvem questões de gênero, política, economia, etnia... e também religião. Até mesmo no interior de sites e páginas autodenominados católicos, a intolerância e a agressividade se fazem presentes: o “ser católico” se torna uma propriedade exclusiva de alguns poucos guardiões ferrenhos da doutrina e da moral, que se arrogam o direito de apontar “ateus”, “pagãos” e “hereges” por toda a parte, sempre com um mesmo destino: a excomunhão (ou mesmo o inferno). Pessoas que só se sentem “católicas” se tiverem um inimigo explícito a combater, sempre entrincheiradas contra eles. E, assim, a autêntica catolicidade – a universalidade do ser cristão – dá lugar ao sectarismo mais canhestro.

Há muitos elementos que colaboram com esse fenômeno, principalmente a facilidade de acesso e de uso das tecnologias digitais, e sua abrangência e disseminação como ambientes de interação pessoal e de comunicação social. Na internet, o contato com o outro se torna muito mais fácil, simples e cômodo: com um clicar de botões, instantaneamente temos acesso ao mundo – e o mundo pode ter acesso a nós. Expormo-nos e expor os outros, para o bem ou para o mal, passa a estar ao alcance das mãos. A facilidade da interação também pode se somar ao anonimato das conversas, que esconde o pior de cada um. A tecnologia que nos aproxima, ao mesmo tempo, nos distancia. Estamos “juntos”, mas às vezes não nos reconhecemos. E o que era para ser uma inter-relação – uma ação com o outro – acaba desmoronando para uma ação sobre o outro e, facilmente, para uma ação contra o outro.

E não se trata de “coisas do mundo virtual”. Bento XVI já afirmava que “o ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade cotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens”. Não existe oposição entre “mundo real” e “mundo virtual”. Há apenas um ambiente digital (ou seja, mediado por uma tecnologia específica) dentro de uma mesma realidade humana. A culpa não é da internet. O cyberbullying é apenas a versão digital de algo que já existe na vida cotidiana. A dor da ofensa recebida na internet tem o mesmo peso se fosse dita face a face – ou é até mais forte, já que na internet ela pode ser pública e acessível por qualquer pessoa, a qualquer momento, em qualquer lugar.

E aqui voltamos à parábola de Jesus. O homem ferido foi ignorado pelo sacerdote e pelo legista, que passaram “pelo outro lado”. Quem o socorreu foi um samaritano (um desconhecido, estranho, forasteiro, diferente), que “se aproximou dele, viu, e teve compaixão” (v. 33). O Papa Francisco, em sua mensagem ao 48º Dia Mundial das Comunicações, chama esse relato evangélico de “parábola do comunicador”. Na comunicação também, portanto, o desafio é superar a intolerância e a agressividade dos assaltantes, e a indiferença e o preconceito do sacerdote e do legista. Para isso, o papa propõe a proximidade: pois “comunicação é proximidade”, e “quem comunica faz-se próximo”.

Para entender o valor da proximidade, podemos recorrer a uma antiga parábola da cultura tibetana. Ela conta que um viajante caminhava sozinho pelo deserto. Lá ao longe, percebeu que algo de confuso se mexia. Começou a ter medo: na solidão absoluta, esse ser obscuro e misterioso talvez pudesse ser um animal, uma fera. Porém, o viajante avançou, se aproximou um pouco mais e entreviu que não se tratava de uma fera, mas sim de uma pessoa. O medo, contudo, não passou: ao contrário, aumentou com o pensamento de que aquela pessoa podia ser um ladrão. Mas o viajante continuou, avançou ainda mais, até estar frente a frente com o outro. Foi então que o viajante o reconheceu e, com surpresa e comoção, exclamou: “Meu irmão! Há tantos anos não nos víamos!”.

A distância gera medo. Por medo do desconhecido e do diferente, preferimos ficar longe, muitas vezes encastelados em indiferença e preconceito, ou abrindo espaço apenas para a intolerância e a agressividade. Mas, para superar o temor, é preciso me aproximar do outro. Reconhecer esse outro que me desafia – e que não era nem percebido, ou era percebido negativamente. Colocar-me frente a frente dele para reconhecer nossas semelhanças e diferenças. E também para me dar conta de que a alteridade e a heteronomia do outro são fundamentais para a constituição da minha própria identidade e autonomia pessoais.

Proximidade, portanto, não é mera tolerância ao outro. Muitas vezes, somos tolerantes porque somos indiferentes. Toleramos o diferente porque todos são indiferentes para mim: “Que façam o que quiserem, contanto que não interfiram na minha vida!”.

Proximidade também não é “ter pena” do outro. Sentir pena é tornar o outro inferior a mim, vitimizando-o e fragilizando-o ainda mais. “Eu, que estou ‘ótimo, obrigado’, sinto pena de você, que se encontra na pior”.

Proximidade não é apenas viver uma comunicação de “conto de fadas”: o conflito também é uma forma de interação. Comunica-se algo no conflito. Mas – para que não se esvazie na indiferença ou não exploda no ódio – ele deve ser superado e vivido como reconhecimento do outro na sua diferença. Trata-se de dia-logar: permitir que dois saberes diferentes se encontrem. No encontro dialógico, já dizia Paulo Freire, não há um ignorante absoluto e um sábio absoluto: há duas pessoas que, em comunhão, buscam saber o que ainda não sabem, ou saber mais do que já sabem. Trata-se de passar do duelo ao dueto: o outro que me assusta e me questiona se torna desafio positivo para a minha própria superação, e não obstáculo a ser ignorado ou destruído.

Na parábola evangélica, ao contrário do sacerdote e do legista, o samaritano viu no homem ferido e jogado pela estrada um ser humano. Reconheceu um “outro” semelhante a ele e “teve compaixão”. Com-padeceu-se. Viveu junto com ele aquele padecimento, aquela paixão, aquele sofrimento. Sentiu na sua própria carne a agressão dos assaltantes. E assim pôde cuidar do homem ferido, porque se fez semelhante a ele. O samaritano foi ao encontro, se fez próximo, sentiu compaixão e cuidou dele, como Jesus, que tinha a condição divina, mas não se apegou a ela. Ao contrário, esvaziou-se e assumiu a condição de servo, de ser humano, por puro amor a nós (cf. Fil 2, 6-7).

Com a parábola do bom samaritano, afirma o papa, “Jesus inverte a perspectiva”. “Não se trata de reconhecer o outro como um semelhante meu, mas da minha capacidade de me fazer semelhante ao outro”. Fazer-me próximo é ir além do mero reconhecimento indiferente ou tolerante do outro. É “fazer-me semelhante ao outro”. O maior desafio de qualquer processo comunicativo não é apenas reconhecer o outro na sua diferença – mas sim aceitá-lo e amá-lo nessa diferença. É reconhecer que somos iguais na diferença, e por isso nos “aproximamos”, criamos “proximidade”, nos fazemos próximos e nos comunicamos.

Hoje, embora nos achemos tão “desenvolvidos” tecnologicamente, precisamos resgatar com urgência alguns aspectos básicos e milenares dos processos comunicativos, como o encontro e a proximidade. Ainda temos muito a aprender com as culturas originais. As tribos africanas, nesse sentido, nos deixaram como legado o valioso princípio ético do ubuntu, que significa: “Eu sou porque nós somos”. Existo porque existimos juntos. Coexistimos. Por isso, destruir a existência do outro, na internet ou não, é destruir a todos nós. Cuidar do outro, como o bom samaritano, é cuidar de todos nós. Pois, como diz o ditado, “se todos portarem uma faca, é fácil surgir a violência. Mas, se todos carregarem violões, é fácil surgir música”.

 

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Moisés Sbardelotto é jornalista e autor do livro E o Verbo se fez bit: A comunicação e a experiência religiosas na internet (Editora Santuário).