O jansenismo de Pascal

Revista ihu on-line

Sociabilidade 2.0 Relações humanas nas redes digitais

Edição: 502

Leia mais

O Holocausto no cinema. Algumas aproximações

Edição: 501

Leia mais

Biomas brasileiros e a teia da vida

Edição: 500

Leia mais

Mais Lidos

  • Igrejas vazias: sinal que a hierarquia não quer ver. Artigo de Alberto Melloni

    LER MAIS
  • Amoris laetitia, Medjugorje, Islã e teologia da libertação: “O papa não mudou a Revelação”

    LER MAIS
  • Ratzinger e os “ratzingerianos”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

31 Março 2014

A "primeira conversão" de Blaise Pascal ao jansenismo se deu através da amizade criada com dois médicos franceses que estavam tratando de seu pai. A influência jansenista foi importante na redação das Cartas Provinciais que amplamente prejudicaram os jesuítas.

A nota é do sítio Jesuit Restoration 1814, 25-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Blaise Pascal foi um gênio - ele fez descobertas e invenções inovadoras nos campos da matemática, física, dinâmica de fluidos, ciências naturais e aplicadas. Ele teve uma intensa e estreita relação com seu pai, um coletor de impostos em Rouen. Sendo uma criança prodígio, seu pai era seu mentor. Ainda adolescente, inventou a calculadora mecânica. Mais tarde, fez um impacto significativo na geometria, e seu trabalho sobre a teoria da probabilidade influenciou fortemente o desenvolvimento da economia moderna e das ciências sociais.

No entanto, quando tinha 23 anos, no inverno de 1646, aos 58 anos de idade, seu pai quebrou o quadril quando escorregou e caiu em uma rua gelada de Rouen. No século XVII, isso era considerado um acidente muito grave e muitas vezes fatal. Pascal escolheu dois dos melhores médicos da França, que estavam trabalhando localmente, para o tratamento de seu pai, o que fizeram com sucesso ao longo de três meses. Durante esse tempo, eles se tornaram amigos próximos da família.

Ambos os médicos eram jansenistas e tornaram-se muito influentes, o que levou a uma espécie de "primeira conversão" de Pascal, que começou a escrever sobre temas teológicos no decorrer do ano seguinte. Seu pai morreria cinco anos mais tarde, e logo depois sua irmã Jacqueline anunciou que iria se tornar postulante no convento jansenista de Port-Royal. Pascal ficou desapontado, mas, no fim, com o coração pesado, permitiu que ela fosse. Isso envolveria o fato de assinar mais da metade da herança e fez com que ele visse o convento com desconfiança, a princípio, alegando que ele agia como uma seita com o controle sobre sua irmã.

Entretanto, tudo isso mudou quando, em 23 de novembro 1654, entre as 22h30min e as 0h30min, Pascal pareceu ter tido uma intensa visão religiosa. Isso teve um impacto tão grande sobre ele que imediatamente ele registrou a experiência - abrindo suas notas com as seguintes palavras: "Fogo. Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó, não dos filósofos e estudiosos... ". E concluiu citando o Salmo 119,16: "Eu não me esquecerei da tua palavra. Amém".

Essa experiência foi tão importante que ele costurou com cuidado o documento em seu casaco e sempre o transferia quando trocava de roupa; mas, foi descoberto apenas por acaso depois de sua morte. Ele renovou sua crença e seu compromisso religioso e em seguida foi fazer um retiro de duas semanas em Port-Royal. Ele se tornou um visitante regular e começou a escrever suas Cartas Provinciais, que foram efetivamente um ataque sistemático contra os jesuítas, a partir de uma perspectiva jansenista. Elas provaram ser imensamente populares, amplamente divulgadas e muito prejudiciais para a Companhia.

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - O jansenismo de Pascal