Pio VII, Napoleão, a França e os jesuítas

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19 Março 2014

A relação de Pio VII e Napoleão foi de altos e baixos. Muitos momentos de negociação ocorreram em um período de pouco mais de 10 anos entre o papa e o monarca francês.

A nota é publicada por Jesuit Restoration 1814, 15-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A preocupação premente de Pio VII foi a de restabelecer relações com a França napoleônica. O legado da Revolução Francesa e do Grande Terror foi uma tentativa sistemática de descristianizar a França. O culto público foi proibido, e todos os sinais visíveis do cristianismo foram removidos. Sinos de igrejas foram derrubados e derretidos, cruzes foram retiradas de igrejas e cemitérios, e estátuas, relíquias e obras de arte foram apreendidas e, por vezes destruídas.

Igrejas foram fechadas, para serem convertidas em armazéns, fábricas ou mesmo estábulos. Ruas e outros locais públicos que possuíam nomes de santos foram renomeados, muitas vezes, com nomes temáticos republicanos, e um novo calendário iniciou com o advento da República Francesa (Ano 1). Os nomes dos meses refletiam as estações do ano, e foi criada uma semana de dez dias, eliminando o domingo como dia de descanso e adoração.

Após os destroços dos revolucionários, Napoleão indicou uma vontade de voltar atrás no tempo. Pio VII aproveitou a chance com uma concordata que foi assinada em 1801, o que efetivamente estabeleceu o catolicismo na França posteriormente.

Pio VII, então, mostrou um grande apoio a Napoleão, até mesmo participando de sua coroação em 1804. Esse apoio saiu pela culatra quando a França ocupou e anexou os Estados Pontifícios em 1809 e tomou Pio VII seu prisioneiro, exilando-o em Savona.

Esse exílio só terminou com a assinatura por Pio VII da prejudicial Concordata de Fontainebleau, em 1813, que viria a ser revogada logo em seguida. Após a queda de Napoleão, grande mérito foi dado a Pio VII, que alegremente ofereceu refúgio em sua capital aos membros da família Bonaparte. Ao saber do cativeiro severo dado a Napoleão em Santa Helena, ele pediu ao cardeal Consalvi para implorar clemência ao príncipe-regente da Inglaterra e enviou Abbé Vignali como capelão.

A relação de Pio VII com os Estados Unidos foi interessante. A recém-formada nação tinha suprimido com sucesso os piratas muçulmanos na Primeira Guerra Berberesca (ou Guerra de Trípoli) ao longo da costa sul do Mediterrâneo. Os piratas tinham sequestrado cristãos para resgate e escravidão. Então, o Papa Pio VII declarou que os Estados Unidos "tinham feito mais pela causa do cristianismo do que as nações mais poderosas da cristandade tinham feito em anos".

Pio VII fez de Baltimore a primeira arquidiocese dos Estados Unidos, com bispos sufragâneos em Boston, Nova York, Filadélfia e Bardstown, em Kentucky.

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