''Bento XVI como papa emérito? Ele é o primeiro. Talvez outros virão''

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07 Março 2014

O papa não é uma estrela, nem um super-homem, mas sim "um homem que ri, chora, dorme tranquilo e tem amigos como todos", isto é, "uma pessoa normal". Não é mistério que uma certa superexposição midiática e as descrições que o apresentam como um super-herói não agradam a Francisco. Mas agora Bergoglio (cujo nome, soube-se nessa quarta-feira, figura entre aqueles que disputam a atribuição do Nobel da Paz) fala sobre isso pela primeira vez, na entrevista com o diretor do Corriere della Sera, Ferruccio de Bortoli.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa, 06-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O pontífice não gosta das "interpretações ideológicas, uma certa mitologia do Papa Francisco. Quando se diz, por exemplo, que ele sai de noite do Vaticano para ir dar de comer aos sem-teto na Via Ottaviano. Isso nunca me veio à mente".

Bergoglio menciona as relações com o seu antecessor, Bento XVI, que, explica, "não é uma estátua em um museu". "Não estávamos acostumados", afirma. "Sessenta ou setenta anos, o bispo emérito não existia. Veio depois do Concílio. Hoje, é uma instituição. A mesma coisa deve acontecer para o Papa Emérito. Bento XVI é o primeiro, e talvez haverá outros. Não sabemos. Ele é discreto, humilde". "Decidimos juntos que seria melhor que ele visse pessoas, saísse e participasse da vida da Igreja"

Muitas perguntas dizem respeito aos temas éticos. Francisco convida a refletir não "com a casuística" sobre a questão dos divorciados em segunda união. Ele diz que nunca compreender "a expressão 'valores inegociáveis'", porque "Os valores são valores, e basta, não posso dizer que entre os dedos de uma mão haja um menos útil do que os outros. Por isso, não entendo em que sentido possa haver valores inegociáveis".

A propósito das uniões civis, Francisco explica: "O matrimônio é entre um homem e uma mulher. Os Estados laicos querem justificar as uniões civis para regular diversas situações de convivência, impulsionados pela exigência de regular aspectos econômicos entre as pessoas, como por exemplo assegurar a assistência de saúde. Trata-se de pactos de convivência de várias naturezas, dos quais eu não saberia elencar as diversas formas. É preciso ver os diversos casos e avaliá-los na sua variedade".

É significativa a resposta do papa sobre a China: "Estamos próximos da China. Eu enviei uma carta ao presidente Xi Jinping, quando ele foi eleito, três dias depois de mim. E ele me respondeu. Há relações. É um povo grande ao qual eu quero bem".

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