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Por: André | 28 Fevereiro 2014

Bispos que não sejam “apologistas das próprias causas nem de cruzados das próprias batalhas”, e que não sejam escolhidos segundo “eventuais escuderias, grupos ou hegemonias”. Bispos que fiquem em suas dioceses e não andem viajando para participar de “encontros e congressos”. Bisposeleitos pelo Espírito Santo e requeridos pelo “Santo Povo de Deus”. E, posto que “não existe um pastor padrão para todas as Igrejas”, necessitam-se testemunhos da ressurreição, que anunciem a salvação; pastoresque sejam capazes de agir não “para si”, mas para “a Igreja, para o rebanho, para os outros, sobretudo para aqueles que, segundo o mundo, devem ser descartados”.

 
Fonte: http://bit.ly/1o8wzVE  

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada no sítio Vatican Insider, 27-02-2014. A tradução é de André Langer.

O Papa Francisco concedeu, na manhã da quinta-feira, uma audiência inédita à Congregação para os Bispos, o dicastério vaticano que seleciona os bispos de todo o mundo. Agradeceu ao cardeal prefeito, Marc Ouellet, aos cardeais, aos bispos e aos oficiais por sua “tarefa generosa e comprometida”. E indicou, em um longo discurso e de tom muito pessoal, os critérios e o sentido da escolha dos sucessores dos Apóstolos.

O Papa começou com a pergunta ritual que é pronunciada pelos que presidem uma ordenação episcopal à Igreja reunida: “Têm o mandato?”, para explicar que esta questão “poderia ser expressa também da seguinte maneira: “Estão certos de que seu nome foi pronunciado pelo Senhor?” A Congregação para os Bispos, explicou o Papa em seu discurso pronunciado na Sala Bolonha do Palácio Apostólico e divulgado pela Sala de Imprensa, “existe para ajudar a escrever tal mandato, que depois ressoará em muitas Igrejas e levará alegria e esperança ao Santo Povo de Deus. Esta Congregação existe para garantir que o nome de quem foi escolhido primeiro tenha sido pronunciado pelo Senhor. Esta é a grande missão encomendada à Congregação para os Bispos, sua tarefa mais delicada: identificar os que o próprio Espírito Santo coloca para dirigir sua Igreja”.

“O Santo Povo de Deus – acrescentou Bergoglio – segue dizendo: precisamos de alguém que nos vigie do alto, precisamos de alguém que nos olhe com a amplidão do coração de Deus. Não precisamos de um dirigente, de um administrador de empresa, e muito menos de alguém que esteja ao nível das nossas deficiências ou pequenas pretensões. Precisamos de alguém que saiba elevar-se à altura do olhar de Deus sobre nós para nos guiar a Ele”. Por isso, “as pessoas percorrem cansativamente a planura do dia a dia, e precisam de um guia capaz de ver as coisas do alto. Por isso, não devemos perder nunca de vista as necessidades das Igrejas particulares, às quais devemos responder”. “Não existe um pastor padrão para todas as Igrejas. Cristo conhece a singularidade do Pastor que cada Igreja requer para que responda às suas necessidades e a ajude a realizar suas potencialidades. Nosso desafio é entrar na perspectiva de Cristo, levando em conta estas singularidades das Igrejas particulares”.

O Papa, na sequência, recordou que o bispo “é, sobretudo, um mártir do Ressuscitado. Não uma testemunha isolada, mas junto da Igreja”. Sua vida, assim como seu ministério, “devem tornar crível a Ressurreição”; “a coragem de morrer, a generosidade de oferecer a própria vida e de consumir-se pelo rebanho estão inscritas no DNA do episcopado. A renúncia e o sacrifício são conaturais à missão episcopal. E quero enfatizar isso: a renúncia e o sacrifício são conaturais à missão episcopal. O episcopado não é para si, mas para a Igreja, para o rebanho, para os outros, sobretudo para aqueles que, segundo o mundo, são descartáveis”.

Por isso, “para identificar um bispo não basta atentar para a contabilidade das capacidades humanas, intelectuais, culturais e nem sequer pastorais”, e o “perfil de um bispo não é a soma algébrica de suas virtudes”. Claro, requer-se de pessoas que tenham “relações saudáveis”, “solidez cristã”, “comportamentos retos”, “preparação cultural”, “ortodoxia” e “disciplina”, “capacidade para governar com paternal firmeza”, “transparência” e “desapego ao administrar os bens da comunidade”, mas “todas estes dotes imprescindíveis devem ser uma declinação do testemunho central do Ressuscitado, subordinados a este compromisso prioritário”.

É importante, destacou o Papa, “reafirmar que a missão do bispo exige assiduidade e cotidianidade. O rebanho precisa encontrar espaço no coração do Pastor... Se este não está firmemente ancorado em si mesmo, em Cristo e em sua Igreja, será sacudido continuamente pelas ondas em busca de compensações efêmeras e não oferecerá ao rebanho nenhum reparo”. E por isso o Pontífice destacou a atualidade do “decreto de residência” do Concílio de Trento sobre o qual convidou a Congregação para os Bispos a escrever um texto. Talvez, concluiu Francisco, “não buscamos suficientemente os pastores, mas estou certo de que eles existem, porque o Senhor não abandona a sua Igreja”.

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