Netanyahu diz que boicote a Israel é antissemitismo

Mais Lidos

  • Governo Trump retira US$ 11 mi de doações de instituições de caridade católicas após ataque a Leão XIV. Artigo de Christopher Hale

    LER MAIS
  • Procurador da República do MPF em Manaus explica irregularidades e disputas envolvidas no projeto da empresa canadense de fertilizantes, Brazil Potash, em terras indígenas na Amazônia

    Projeto Autazes: “Os Mura não aprovaram nada”. Entrevista especial com Fernando Merloto Soave

    LER MAIS
  • Para o sociólogo, o cenário eleitoral é moldado por um eleitorado exausto, onde o medo e o afeto superam os projetos de nação, enquanto a religiosidade redesenha o mapa do poder

    Brasil, um país suspenso entre a memória do caos e a paralisia das escolhas cansadas. Entrevista especial com Paulo Baía

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

19 Fevereiro 2014

É tempo de Israel lutar contra aqueles que boicotam o Estado judeu, conclamou nesta segunda-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusando de "antissemitismo" os grupos que participam da mobilização.

A reportagem foi publicada pelo sítio da revista Exame, 17-02-2014.

Os comentários coincidem com o aumento das preocupações em Israel com o movimento pró-Palestina conhecido como "Boicote, Desinvestimento e Sanções" (BDS). O boicote tem crescido recentemente, principalmente na Europa, onde algumas empresas e fundos de pensão têm cortado investimentos ou comércio com empresas israelenses ligadas a assentamentos na Cisjordânia.

"No passado, antissemitas boicotaram empresas judaicas e hoje eles falam em um boicote ao Estado judeu, e por sinal, somente ao Estado judeu", afirmou Netanyahu. "Eu acho que é importante que o boicote seja exposto porque eles são clássicos antissemitas vestidos em trajes modernos."

Muitos israelenses dizem que o boicote tem fortes conotações "antissemitas" e destina-se a deslegitimar o Estado judeu como um todo, e não apenas as suas políticas em relação aos palestinos. Para eles, o movimento evoca o que ocorreu antes e durante a Segunda Guerra Mundial, quando acadêmicos judeus foram expulsos de universidades e negócios de judeus tornaram-se alvo de vandalismo.

Ativistas do BDS afirmam que os objetivos são diferentes e que o boicote vai durar até que haja um acordo de paz. O movimento tem o apoio de intelectuais, políticos e religiosos de diversas partes do mundo.

Recentemente, o ministro das Finanças de Israel, Yair Lapid, admitiu que o país poderia sofrer se as negociações de paz com os palestinos fracassarem.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, que está intermediando as negociações com os palestinos, também advertiu que Israel poderia se tornar cada vez mais alvo de boicotes se não houver um acordo de paz