close

Desmatamento na Amazônia cresce 206% em janeiro, diz Imazon

Revista ihu on-line

Gauchismo - A tradição inventada e as disputas pela memória

Edição: 493

Leia mais

Financeirização, Crise Sistêmica e Políticas Públicas

Edição: 492

Leia mais

SUS por um fio. De sistema público e universal de saúde a simples negócio

Edição: 491

Leia mais

Mais Lidos

  • As religiões morrem, mas o catolicismo sobreviverá: menos europeu e mais global

    LER MAIS
  • As "últimas conversas" de Ratzinger: do "gosto pela contradição" ao "prazer do encontro". Artigo

    LER MAIS
  • O toque de recolher das mulheres brasileiras

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

17 Fevereiro 2014

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), da organização Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), sediada em Belém (PA), detectou que a Amazônia Legal perdeu perdeu 107 km² de floresta em janeiro de 2014, o que representa um aumento de 206% em relação a janeiro de 2013 quando o desmatamento somou 35 km².

A reportagem é de Altino Machado, publicada no Blog da Amazônia, 14-02-2014.

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2013 a janeiro de 2014, correspondendo aos seis primeiros meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 531 km².

Foi detectada redução do desmatamento acumulado de 60% em relação ao período anterior (agosto de 2012 a janeiro de 2013) quando o desmatamento somou 1.326 km².

Em janeiro, a maioria (58%) da área florestal da Amazônia estava coberta por nuvens, o que reduziu a capacidade de detecção do desmatamento e da degradação florestal na região.

Os Estados com maior cobertura de nuvem foram Amapá (86%), Pará (83%) e Rondônia (79%). Em virtude disso, assinala o Imazon, os dados de desmatamento e degradação florestal em janeiro de 2014 podem estar subestimados O desmatamento ocorreu em Roraima (34%), seguido por Mato Grosso (22%), Pará (22%), Tocantins (9%), Acre (8%), Amazonas (3%) e Rondônia (2%).

Considerando os seis primeiros meses do calendário atual de desmatamento, o Pará lidera o ranking com 24% do total desmatado no período. Em seguida aparece o Amazonas com 22% e Rondônia com 21%.

Em termos relativos, houve aumento de 348% em Roraima e 324% no Acre. Por outro lado, houve redução expressiva no Pará (-80%) e Mato Grosso (-77%).
Em termos absolutos, o Pará lidera o ranking do desmatamento acumulado com 125 km², seguido pelo Amazonas (117 km²) e Rondônia (112 km²).

As florestas degradadas, aquelas que são intensamente exploradas por atividade madeireira ou queimadas, somaram 32 km² em janeiro de 2014.

A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2013 a janeiro de 2014 totalizou 212 quilômetros quadrados.

Em relação ao período anterior (agosto de 2012 a janeiro de 2013) houve redução de 80% quando a degradação florestal somou 1.043 km².

Em relação a janeiro de 2013 houve redução de 53% quando a degradação florestal somou 69 km². A maioria (97%) ocorreu no Mato Grosso, seguido pelo Amazonas (2%) e Pará (1%).

A maioria (66%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado Assentamentos de Reforma Agrária (20%), Unidades de Conservação (13%) e Terras Indígenas (1%).
Os municípios considerados críticos pelo Imazaon em janeiro foram Rorainópolis (RR) e Prainha (PA), respectivamente com 16,4 km² e 10,3 km² de desmatamento.
Também integram a lista os municípios Caseara (TO), Caracaraí (RR), Feliz Natal (MT), Gaúcha do Norte (MT), Cantá (RR), Itaúba (MT), Óbidos (PA) e Rio Branco (AC).