A roupa suja de Nicolas Sarkozy

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Por: Jonas | 31 Janeiro 2014

A roupa suja sai da gaveta das turvas lembranças. Goldman Sachs pensava ter acabado com os escândalos até que o passado voltou a bater na porta: no dia 23 de janeiro, o fundo de investimento líbio Libyan Investment Authority (LIA) apresentou uma reclamação perante os tribunais britânicos contra Goldman Sachs, solicitando uma compensação pelo dinheiro perdido (98% do valor do fundo) em razão da má gestão da agência norte-americana. Ao ex-presidente francês Nicolas Sarkozy (na foto, à esquerda de Khadafi) acontece o mesmo: a voz do passado vem atualizar uma denúncia feita, há três anos, pelo filho do defunto líder líbio Muhamar Khadafi, Saif al Islam, sobre os fundos que o desaparecido coronel havia lançado na campanha eleitoral de Sarkozy, eleito presidente em maio de 2007. O canal de televisão France 3 divulgou um documento em áudio, no qual aparece Khadafi falando do dinheiro que entregou a Sarkozy para sua campanha de 2007.

 
Fonte: http://goo.gl/AQeTXP  

A reportagem é de Eduardo Febbro, publicada por Página/12, 30-01-2014. A tradução é do Cepat.

Em 2011, o filho de Khadafi revelou que seu pai havia levantado fundos para a campanha eleitoral de Nicolas Sarkozy. Em uma entrevista com Saif al Islam, divulgada esse ano pelo canal Euronews, o mesmo disse: “Sarkozy tem que nos devolver o dinheiro que aceitou da Líbia para financiar sua campanha eleitoral”. Em abril de 2012, o portal de informação Mediapart publicou um documento onde mencionava uma contribuição libanesa de 50 milhões de euros destinados para essa campanha. Esse documento era dirigido a Béchir Saleh, nessa época chefe de gabinete do líder líbio. A Justiça francesa abriu uma investigação para saber se a informação que Sarkozy sempre desmentiu é verídica. A televisão francesa trouxe uma prova suplementar. O programa de investigação Pièces à conviction divulgou uma gravação com a voz de Khadafi, em que ele diz: “Sarkozy é um deficiente mental... É graças a mim que chegou à presidência. Fomos nós que fornecemos os fundos que permitiram que ele vencesse. Veio me ver quando era ministro do Interior e me pediu um apoio financeiro”. Mais adiante, o ditador diz: “Para nós, enquanto líbios, se o presidente da República francesa vence as eleições graças a esses fundos, isso é uma vantagem”. Quando é questionado sobre a quantidade de dinheiro que contribuiu, o coronel responde: “Não sei, eu não me ocupo dessas coisas”. A gravação é datada em 16 de março de 2011, poucos dias antes da primeira intervenção ocidental na Líbia. A entrevista a Khadafi foi realizada pela jornalista do conservador jornal Le Figaro, Delphine Minoui.

No entanto, no momento da publicação, esse parágrafo não aparece em Le Figaro. Contudo, está transcrito no livro que a própria jornalista publicou em 2011, Tripoliwood. Trata-se da primeira vez que se apresenta uma prova mais tangível que o documento publicado por Mediapart.

Nos últimos anos, vários dirigentes líbios falaram dos fundos que Khadafi teria fornecido a Sarkozy. Entre eles, o ex-primeiro-ministro Baghdadi al Mahmudi, ou Anud al Senussi, a filha do ex-chefe dos serviços secretos líbios Abdallah al Senussi. Outras fontes, no entanto, negaram a veracidade dessas informações. O ex-secretário particular de Khadafi Bachir Saleh, o Mussa Kussa, o ex-responsável da contraespionagem libanesa, refutaram todos os argumentos que apontam para um financiamento líbio decidido diretamente por Khadafi. Não obstante, no programa da televisão francesa aparece o intérprete de Khadafi, Moftah Missuri, confirmando a informação.

Segundo Missuri, Khadafi comentou, alguns meses depois, a existência de uma contribuição de 20 milhões de dólares. Enquanto o juiz Serge Tournaire investiga a pista dos fundos líbios que teriam ido parar na campanha de Sarkozy, tudo fica envolto em um pano de fundo de acusações e das também insistentes declarações de inocência.

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