Frigoríficos recebem R$ 13 bi do BNDES, mas enfrentam problemas

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • “Não podemos colocar a questão do celibato acima da celebração da Eucaristia!”, afirma dom Erwin Kräutler

    LER MAIS
  • Nunca um presidente foi tão vulgar com uma mulher. Espere o efeito bumerangue

    LER MAIS
  • Pastoral LGBTQ. James Martin, jesuíta, responde a cinco perguntas

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

31 Dezembro 2013

Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por da meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014.

Além do aporte de recursos - em muitos casos para a compra e fusão com empresas do Brasil e do exterior -, o banco concedeu outros R$ 3,2 bilhões em empréstimos ao setor desde 2009.

A reportagem é de Pedro Soares e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 19-01-2014.

A ajuda, porém, não livrou de problemas algumas companhias das quais o banco se tornou sócio, como o Independência, que passa por um processo de recuperação judicial, e o Marfrig, que teve de vender sua principal marca, a Seara, ao concorrente JBS para diminuir seu pesado endividamento.

No fim de dezembro, o BNDES adiou em um ano e meio o vencimento de uma debênture (título de dívida) de R$ 2,15 bilhões do Marfrig - de junho do ano que vem para janeiro de 2017.

Para o BNDES, o apoio foi necessário porque o ramo "não era organizado, com muita pulverização [de empresas] e informalidade", o que não permitia aumentar a competitividade das empresas do setor, "relevante gerador de emprego e divisas."

O banco entrou no setor com uma injeção de capital de R$ 1,4 bilhão na JBS, destinada à compra da americana Swift, em 2007.

Foram realizadas mais três grande operações de compra de ações ou debêntures (títulos de investimento em renda fixa, que podem ser trocados por ações) do grupo JBS.

Em troca do total de R$ 8,5 bilhões aplicados em papéis do grupo, o BNDES tem uma participação de 22,9% no capital da JBS.

A Marfrig recebeu, ao todo, R$ 3,6 bilhões em recursos do banco, que detém 19,6% do seu capital. O total foi investido pelo banco (por meio de seu braço de participações, a BNDESPar) de 2007 a 2012 e supera o valor de mercado das ações da companhia em Bolsa de Valores, da ordem de R$ 2 bilhões.

De menor porte, o Independência obteve injeção de recursos de R$ 250 milhões, que conferem ao BNDES uma participação de 21,8% na companhia.

Campeãs nacionais

Os números vultosos e as dificuldades de alguns grupos suscitam a discussão sobre a estratégia, criada no governo Lula, de incentivar empresas "campeãs nacionais", selecionando setores que pudessem ser líderes globais.

Maurício Canedo, economista da FGV, afirma ser contrário à estratégia de eleger setores e empresas. "Não vejo ganho para a sociedade, além do retorno privado para a própria companhia. Melhor seria focar a atuação do BNDES em infraestrutura."

Para Mauro Rochlin, economista do Ibmec, escolher segmentos em que o país tem potencial e competitividade e fomentar suas empresas "não é, em tese, ruim." Muitos países, diz, adotaram essa tática com sucesso, como a Coreia, permitindo a expansão das companhias com aportes de recursos e financiamentos a baixo custo.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Frigoríficos recebem R$ 13 bi do BNDES, mas enfrentam problemas - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV