Os índios são especialistas em fim do mundo, diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • O declínio da Teologia da Libertação: uma releitura de 'O novo rosto do clero' de Agenor Brighenti

    LER MAIS
  • Liturgia e sinodalidade. Questões-chave

    LER MAIS
  • Biden e o Papa – a lista negra da Igreja nos Estados Unidos e o futuro do catolicismo. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Por: Cesar Sanson | 13 Dezembro 2013

Durante conferência na Universidade de São Paulo, o antropólogo do Museu Nacional, Eduardo Viveiros de Castro, debateu as relações entre cosmologias indígenas e não indígenas sobre a catástrofe ambiental.

A reportagem é publicada pelo portal do Instituto Socioambiental – ISA, 12-12-2013.

No último dia 6, o Centro de Estudos Ameríndios da USP recebeu Eduardo Viveiros de Castro (Museu Nacional/UFRJ) na terceira edição da Conferência Curt Nimuendajú, seu principal evento anual.

Intitulada “Últimas notícias sobre a destruição do mundo”, a palestra demonstrou como estão relacionadas as especulações indígenas sobre a destruição do mundo com a experiência de destruição do mundo vivenciada por meio da devastação ambiental.

Para mostrar essas relações, o antropólogo retomou a célebre monografia do próprio Nimuendajú – “As lendas da criação e destruição do mundo como fundamentos da religião dos Apapocúva-Guarani” – e se apoiou em etnografias, falas indígenas e debates propostos por teóricos da antropologia da ciência sobre a irreversível catástrofe ambiental e as controvérsias em torno do aquecimento global.

A tese defendida por Viveiros de Castro, que também é sócio do ISA, é a de que alguns povos indígenas são como que  “especialistas em fim do mundo”, porque muitos - dos Guarani, no Brasil, aos Maia, no México - experimentam (ou já experimentaram) a destruição dos seus mundos: “Os Guarani se tornaram um símbolo concreto da ofensiva final contra os povos indígenas no Brasil, que nós estamos assistindo. E o seu mundo – esse mundo de que falava Nimuendajú, o mundo da criação e destruição – está de fato, aparentemente, acabando. Ainda que esse mundo não vá acabar assim tão facilmente quanto certos atores, certos governos desejam, o fato é que se alguma faz algum sentido hoje é a ligação entre a expressão 'destruição de mundo' e o etnônimo 'guarani'”, explicou.

Abaixo, o vídeo com a íntegra da conferência.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Os índios são especialistas em fim do mundo, diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV