“Francisco me deu duas vezes um “ok” para a publicação da entrevista”, afirma Scalfari

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Por: Jonas | 25 Novembro 2013

O fundador de “La Repubblica”, Eugenio Scalfari (foto), admitiu ontem que o texto publicado como entrevista concedida pelo Papa não refletia exatamente as palavras de Francisco, embora tenha recebido por duas vezes um “ok” do Pontífice, por meio de seu secretário pessoal, Alfred Xuereb.

 
Fonte: http://goo.gl/GLSOaS  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 22-11-2013. A tradução é do Cepat.

Em declarações à Associação da Imprensa Estrangeira em Roma, Scalfari reconheceu que “não escrevi algumas das coisas que me contou e que ele não disse algumas das coisas que eu escrevi como citações”.

“Eu fui, tivemos uma longa conversa, não anotei nada. O encontro durou uma hora e vinte minutos. Ao final, disse-lhe: ‘Santidade, me permite tornar público que tivemos esta reunião?’ ‘Certamente’, respondeu-me. ‘Permite-me relatar o conteúdo da conversa entre nós dois?’ ‘Claro, relate-o’. ‘Como concorda, mando-lhe a cópia’. ‘Parece-me tempo perdido’, acrescentou. Disse-lhe que não era tempo perdido, ‘porque eu reconstruo o que conversamos, mas, pode ser que não goste, nesse caso, exclua e é como se não tivesse sido escrito. Ou melhor, faça todas as correções. ‘Eu coloco este texto em suas mãos’. Então, ele disse: ‘Está bem, se você insiste mande-me, mas repito, perdemos tempo. Eu confio em você”, contou Scalfari.

Acrescentou que uma vez escrito, todo o relato foi enviado ao Vaticano com uma carta adicional, na qual especificou que o seu texto havia sido uma “reestruturação”, em que incluiu alguns elementos alheios, para indicar aos leitores que pessoa é o Pontífice.

O jornalista citou uma advertência que estava incluída em sua carta: “Considere que algumas coisas que me disse, eu não as reproduzi, e algumas coisas que eu o faço dizer entre aspas, não as disse, mas eu as coloquei porque considerava que o fazendo dizer certas coisas, o leitor consegue entender quem o senhor é. Por isso, leia bem esta reconstrução”.

“Após três dias, telefonou-me Alfred (Xuereb, o secretário papal), que me comunicou o “ok” à publicação. No entanto, eu perguntei-lhe: ‘Ele leu esta carta?’ ‘Isto não me disse’, respondeu-me. ‘Por favor, pergunte ao Papa se leu o relato’. Porém, nessa manhã, o Papa estava fora, então ficou de me telefonar mais tarde. Retornou-me a ligação após as duas horas, e sua frase foi: ‘O Papa disse ok’. Eu o indaguei se ele havia confirmado a leitura, mas Alfred me disse que o Papa insistiu: ‘De manhã, já disse ok para você, repita a ele novamente’”, apontou o fundador de “La Repubblica”.

Na semana passada, a entrevista do dia 1º de outubro, realizada por Scalfari, foi retirada da página web do Vaticano. O porta-voz Federico Lombardi disse que era “confiável em nível geral, mas não em cada ponto individual analisado”.

Scalfari, de 89 anos, fundador do jornal de centro-esquerda “La Repubblica”, defendeu seu trabalho e disse que desde que começou sua carreira, em 1949, nunca tomou notas ou usou gravadores durante as entrevistas. “Tento compreender quem é a pessoa com quem falo e, em seguida, escrevo minhas perguntas e as respostas com minhas próprias palavras”, explicou o jornalista.

Acrescentou que enviou o texto ao papa Francisco, para sua prévia revisão, e recebeu como resposta que estava “ok”. Para demonstrar isso, mostrou uma carta, datada em 23 de outubro, na qual Francisco lhe diz que gostou de continuar discutindo com ele os temas teológicos.

O primeiro contato do Papa com o jornalista foi em setembro, quando lhe respondeu, através de uma carta, as dúvidas de fé que havia expressado em dois editorais. Algumas das declarações que Scalfari atribuiu ao Papa causaram alvoroço, como a rejeição ao proselitismo, ao ato de converter pessoas ao catolicismo como “necessidade solene” e a ideia de que “cada um tem sua própria ideia do bem e o mal e deve escolher seguir o bem e combater o mal como o concebe”.

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