“O Papa também é um pecador e se confessa a cada 15 dias”, declarou Francisco

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Por: Caroline | 22 Novembro 2013

“Olá Francisco!”, “Gosto muito de você, Francisco!”. São muitas as pessoas que, ao se sentirem realmente próximas ao Papa “do fim do mundo” (foto), não hesitam em manifestar seu afeto por ele. Ocorreu esta manhã, como em tantas outras vezes, enquanto o Pontífice dava a volta pela Praça São Pedro entre a multidão, durante a audiência geral. Francisco continuou com a série de catequeses sobre o perdão dos pecados, referindo-se ao chamado “poder das chaves”, símbolo bíblico da missão que os apóstolos de Jesus receberam.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr, publicado por Vatican Insider, 20-11-2013. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/dDR4Mx

Antes de mais nada, afirmou o papa, há que se lembrar que “o protagonista do perdão dos pecados é o Espírito Santo. É ele o protagonista! Em sua primeira aparição aos Apóstolos, no Cenáculo, Jesus ressuscitado fez o gesto de soprar sobre eles, dizendo: ‘Recebam o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados’ (Jo 20, 22-23)”.

Francisco refletiu sobre um segundo aspecto: “Jesus dá aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados. Mas como é isto? Porque é um pouco difícil entender como um homem pode perdoar os pecados. Jesus dá o poder. A Igreja é depositária do poder das chaves: para abrir, fechar, para perdoar. Deus perdoa a cada homem em sua misericórdia soberana, mas Ele mesmo quis que aqueles que pertencem a Cristo e a sua Igreja recebam o perdão através dos ministros da Comunidade”.

O Pontífice também explicou, e destacou, que “A Igreja não é a dona do poder das chaves: não é dona, mas é serva do ministério da misericórdia e se alegra sempre que pode oferecer este presente divino”.

Muitas pessoas, lembrou Francisco, talvez “não entendam a dimensão eclesial do perdão, porque sempre domina o individualismo, o subjetivismo, e nós cristãos também sofremos disto. Obviamente, Deus perdoa a todo pecador arrependido, pessoalmente, mas o cristão está unido a Cristo, e Cristo está unido à Igreja. E para nós, cristãos, há um presente a mais, e há também um compromisso a mais: passar humildemente através do ministério eclesial”.

E deixando de lado o texto preparado para a audiência, acrescentou: “E temos que valorizar isto! É um dom, mas também uma cura, é uma proteção e também a segurança de que Deus perdoou. Vou ao irmão sacerdote e digo: “Padre, fiz isto...” “Mas eu te perdoo: é Deus quem perdoa e eu estou seguro, neste momento, que Deus me perdoou. E isto é lindo! Isto é ter a segurança do que sempre dizemos: “Deus sempre nos perdoa! Não se cansa de perdoar!”.  Nunca devemos nos cansar de pedir perdão. “Mas, padre, envergonho-me em contar-lhe meus pecados...”.  “Mas, olhe, nossas mães, nossas mulheres, diziam que é melhor se acanhar uma vez, do que mil vezes ter a cor amarela!’ Você se envergonha uma vez, recebe o perdão dos pecados e segue em frente...”  

“O sacerdote como instrumento para  o perdão dos pecado” foi o último dos temas de reflexão do Papa, na audiência de hoje: “o perdão de Deus que nos é dado na Igreja, nos é transmitido através do ministério de um irmão nosso, o sacerdote”, que, por sua vez, também é “um homem que, como nós, necessita da misericórdia, um homem que como nós precisa da misericórdia”. Por isto, “os sacerdotes também devem se confessar, inclusive os bispos: todos somos pecadores. Inclusive, o Papa se confessa a cada quinze dias, porque o Papa também é um pecador! E o confessor sente o que eu lhe digo, aconselha-me e perdoa-me, porque todos nós temos a necessidade deste perdão”.

Ao final da audiência, o Pontífice dedicou um momento às vítimas das inundações na Sardenha: “Não podemos deixar de recordar as vítimas das enchentes. Rezemos por elas e por seus familiares”. E, em seguida, convidou a todos para serem “solidários com todos aqueles que sofrem perdas”. Para concluir, o Papa rezou em silêncio e recitou uma Ave-Maria para que a “Virgem ajude a todos os irmãos e irmãs da Sardenha”.

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