Procurador acusa governo, na presença de Gilberto Carvalho, de ser omisso com etnia indígena

Revista ihu on-line

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Bioética e o contexto hermenêutico da Biopolítica

Edição: 513

Leia mais

Mais Lidos

  • A quem interessa a onda de intolerância religiosa que sacode o Brasil?

    LER MAIS
  • Amplia-se a distância entre Francisco e a Igreja dos EUA: papa envia Parolin em missão

    LER MAIS
  • Por que 60% dos eleitores de Bolsonaro são jovens?

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

19 Outubro 2013

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) viu-se numa saia justa ontem ao participar, no Senado, de audiência na Comissão de Agricultura para discutir as condições de vida dos índios cinta larga.

A reportagem é de Gabriela Guerreiro e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 19-10-2013.

Na ocasião, o procurador da República em Rondônia Reginaldo Trindade acusou o governo de não ter "vergonha na cara" e ser "opressor e omisso" ao deixar indígenas morrerem no Estado.

"O governo se faz surdo aos clamores. Os cinta larga não existem, resistem. Se o governo do Brasil não tomar vergonha na cara, não tardará e o barril de pólvora explodirá de novo e muitos morrerão."

"Quantos índios terão que tombar para o Brasil reconhecer a questão cinta larga e mover suas ações à altura?", indagou Trindade.

Em resposta, o ministro disse não haver "nenhum vontade opressora" no governo. "Eu o desculpo pelo envolvimento emocional com a questão", afirmou

O ministro disse ainda que o governo não vai priorizar os cinta larga em detrimento de outras etnias indígenas do país. "Não podemos escolher apenas um povo. A situação dos guarani-kaiowá é pior ainda que do povo cinta larga. Também posso dizer isso dos Terena, que estão morrendo. Temos que enfrentar a questão indígena na sua totalidade."

Após assistir a um vídeo trazido pelo procurador que mostrava sucessivas mortes de índios em confrontos com garimpeiros, Carvalho pediu desculpas pelos óbitos.

"Vendo esse vídeo, não há como não sentir vergonha e pedir desculpas por uma civilização branca que quer se sobrepor à outra massacrando. Nesse país com etnias diferenciadas, é um crime contra a humanidade tentar exterminar essa etnia", disse Carvalho.

O ministro afirmou que o governo trabalha para defender os índios e combater garimpos ilegais na região onde os cinta larga vivem, em Mato Grosso e Rondônia.

Carvalho prometeu levar as reivindicações do procurador à presidente Dilma e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

DEMARCAÇÕES

Carvalho confirmou que, em até 15 dias, o Ministério da Justiça vai editar portaria que tira da Funai parte da responsabilidade no processo de demarcação de áreas indígenas.

Segundo o ministro, a Funai vai continuar examinando os pedidos de demarcação, mas o governo terá liberdade para ouvir outros órgãos antes de dar sua decisão.

Atualmente, a demarcação é feita pela Funai, antes da palavra final do Planalto.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Procurador acusa governo, na presença de Gilberto Carvalho, de ser omisso com etnia indígena - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV