A rosa branca do papa Francisco

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Por: Jonas | 28 Setembro 2013

No domingo, dia 8 de setembro, um dia após a longa vigília de oração pela paz na Síria, durante a qual foram lidas algumas passagens de Santa Teresinha de Lisieux, o papa Francisco (foto) recebeu como presente, surpreendentemente, uma rosa branca. Uma flor que para ele representa um “sinal” relacionado à devoção da santa, de acordo com o que revelou, autorizado pelo próprio Francisco, o arcebispo de Ancona-Osimo, Edoardo Menichelli.

 
Fonte: http://goo.gl/yH5eKJ  

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 27-09-2013. A tradução é do Cepat.

O bispo, que escutou a história da boca de Bergoglio, contou a mesma durante a apresentação de um livro, em Pedaso, na província de Fermo (Itália). Trata-se do livro “Teresa de Lisieux. O fascínio da santidade. Os segredos de uma doutrina reencontrada” (Lindau), o volumoso e documentado ensaio de Gianni Gennari, que o Pontífice carregava consigo na bagagem de mão, durante a viagem ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

Dom Menichelli assinalou: “O Papa me disse que foi surpreendido, enquanto passeava pelos jardins vaticanos, no domingo, dia 8 de setembro, por um jardineiro que o presenteou com uma rosa branca. Uma flor que considera um “sinal”, uma “mensagem” de Santa Teresinha, para quem havia se dirigido com preocupação no dia anterior”. O arcebispo transmitiu para os que participaram da apresentação do livro as saudações do papa Francisco, e sublinhou que foi o próprio Papa quem o autorizou a falar sobre o episódio da rosa branca. O Pontífice não fez relação entre a rosa branca e a vigília pela paz da tarde anterior, mas não é difícil imaginar que entre as angústias do bispo de Roma estivesse justamente a situação internacional, os massacres na Síria, a intervenção das forças armadas ocidentais.

Qual é o significado da rosa branca para Bergoglio? Explicou ele próprio, quando era cardeal, no livro-entrevista “O Jesuíta”, escrito por Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti. Os jornalistas, ao descreverem a biblioteca de Bergoglio, em Buenos Aires, escrevem: “Chamou-nos a atenção ver numa das estantes da biblioteca um vaso cheio de rosas brancas com uma imagem de Santa Teresinha atrás. “Quando tenho um problema – contou – peço à santa, não que o resolva, mas que o tome em suas mãos e me ajude a assumi-lo e, como sinal, quase sempre recebo uma rosa branca”.

A devoção do Papa pela mística carmelita, que morreu na idade de 24 anos, em 1897, canonizada por Pio XI e proclamada Doutora da Igreja pelo papa Wojtyla, em 1997, é muito conhecida. O próprio Francisco voltou a falar dela com os jornalistas durante a viagem de regresso do Rio de Janeiro. Teresa, quando ainda estava viva, havia prometido que após sua morte faria chover “pétalas de rosas” do céu, ou seja, graças concedidas por Deus pela sua intercessão. Escreveu: “Uma alma acesa de amor, não pode permanecer inativa... Se vocês soubessem quantos projetos faço a respeito de todas as coisas que farei quando chegar ao céu... Sim, quero passar meu céu fazendo o bem na terra”. Desta maneira, durante a vigília do sábado, dia 7 de setembro, foram intercaladas algumas passagens de um poema da Santa de Lisieux e as leituras do Evangelho.

A devoção e a mensagem das rosas não começaram com Bergoglio. Era o dia 3 de dezembro de 1925, quando o padre jesuíta Putigan começou uma novena para pedir uma graça importante. Pediu um sinal para saber se havia sido escutado. Desejava receber uma rosa como a dádiva. Apesar de não ter falado com ninguém a respeito da novena, muito menos sobre as particularidades do que pediu para Santa, no terceiro dia recebeu a rosa que pediu e, portanto, a graça. Começou outra novena. No quarto dia desta segunda novena, uma freira enfermeira o levou uma rosa branca e disse-lhe: “Santa Teresa oferece-lhe esta rosa”. Então, o jesuíta tomou a decisão de divulgar a novena “milagrosa” “das rosas”, que desde então se difundiu por todo o mundo.

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