Violência contra mulher indígena tende a ser vista como “normal”

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Papa Francisco nomeia novo secretário: um padre que trabalha com crianças de rua e viciados em drogas

    LER MAIS
  • Uma centena de bispos se reúnem em congresso ultraconservador “secreto” e “confidencial”

    LER MAIS
  • ‘A extrema-direita construiu as melhores máquinas de guerra digitais’

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

25 Setembro 2013

A nação guatemalteca vive uma perigosa tendência de “naturalizar” a violência contra as mulheres indígenas, alerta documento emitido pelo Fórum Nacional da Aliança ACT (Ação Conjunta das Igrejas, a sigla em inglês). As causas têm origem pessoal e estrutural, e o problema deve ser atacado pela raíz, adverte o estudo.

A reportagem é de Mayra Rodríguez, publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 17-09-2013.

O documento, intitulado “Genocídio contra mulheres indígenas”, assinala que a violência encontra guarida no próprio contexto da comunidade, onde o parceiro ou o pai é o agressor. A violência estrutural também está presente. No governo do presidente militar Efraín Ríos Montt desapareceram comunidades indígenas inteiras, historiou Nora Coloma, do Conselho Ecumênico Cristão da Guatemala e integrante do Fórum ACT.

O documento distingue genocídio de feminicídio. Aquele reporta-se à violência estrutural enquanto este refere-se ao delito penal por diversos tipos de violência cometidos contra mulheres.

“O propósito (do estudo) não é só de evidenciar a gravidade das agressões, mas de qualifica-las como expressão de políticas genocidas e racistas, que são estruturais e que envolvem as mulheres indígenas no seu cotidiano, como estratégia de domínio para dar continuidade ao caráter monocultural desta nação”, disse Nora.

O racismo, frisa o estudo realizado em quatro meses, “contribui para tornar normal a opressão contra mulheres indígenas e a edificar imaginários poderosos que criam indiferenças”.

O estudo foi coordenado pela pesquisadora Tania Palencia. Ela afirma que os casos de violência registrados por indígenas é relativamente elevado, de modo especial quando se trata de agressões físicas ou emocionais por motivos econômicos.

ACT Aliança convoca os indígenas, especialmente as lideranças, para que assumam sua quota de responsabilidade e combatam todas as formas de exclusão das mulheres.

“Estamos diante de um problema de caráter político no qual se entrecruzam múltiplas opressões que requerem soluções de fundo, nas quais as mulheres sejam as protagonistas das mudanças. Nesse caminho, a renovação dos imaginários é fundamental. Mudar mudando”, define o documento.

A Aliança ACT é uma rede global de mais de 150 membros, entre denominações religiosas e agências de desenvolvimento, filiadas ao Conselho Mundial de Iglesias, à Federação Luterana Mundial e outras organizações baseadas na fé.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Violência contra mulher indígena tende a ser vista como “normal” - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV